terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Frasco das coisas boas


Foi às duas da manhã, no sossego da minha casa e no silêncio total que vi esta ideia aqui e simplesmente não consegui resistir.

Fui à capa dos meus recortes e encontrei uma imagem perfeita, para colar num dos frascos que uso na cozinha e assim nasceu o nosso frasco das coisas boas!


Mas afinal o que é o frasco das coisas boas e para que serve? É uma espécie de demonstração de respeito e gratidão por pequenos acontecimentos que nos arrancam um sorriso durante o dia!

Sabem quando te acontece algo de especial e maravilhoso e queres guardar esse sentimento para sempre? Anota-o num papel e deita-o lá para dentro! E quando te cruzas com alguém que já não vias há muito tempo e há aquele momento especial de que afinal parece não ter passado um dia sem estares com essa pessoa? E aquela frase que leste e diz tudo o que estás a sentir no momento? Atira-a para dentro do frasco! E aquele estranho que falou contigo e te inspirou de uma ou outra forma? Escreve e atira-o para o frasco!

Quando estiveres triste lê! No final do ano volta a ler e relembra.

Já há uns anos tinha feito algo do género (nem sei se na altura partilhei por aqui) e foi divertido abrí-lo no final do ano. Na altura eramos só 2 a escrever. Ontem, a mais pequena quis registar uma coisa boa que lhe tinha acontecido: já sabe vestir o casaco sozinha.

O vídeo foi retirado da internet e dá para ver bem como ensinar uma criança pequena a vestir o casaco sozinha. Achei uma forma bem prática de incentivar a autonomia e a auto-estima dos mais pequenos :)


segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Minimalismo e desapego

Hoje, fruto do grande destralhe feito no escritório, dirigi-me pela primeira vez a uma empresa de reciclagem que recebe a troco de pouco dinheiro, resíduos como plásticos e papel/cartão.

Enchi orgulhosamente a mala e os bancos dos passageiros do carro com papel e cartão e lá fui eu com o carro para a balança.
 

Foi bem mais fácil do que inicialmente imaginei. O carro foi pesado com a carga e novamente sem ela e assim foi calculado o peso total de papel. Foram 150 kg ao todo. Bolas, tanto papel!!!

 Depois de analisar o talão, percebi que pagam a 0,075€ cada kg de papel e trouxe um pouco mais de 10€ por aquela entrega. Além disso, ganhei espaço precioso na minha garagem!


Amanhã vou ver se preparo um post sobre a "limpeza" que fiz no escritório e do desapego que tive de fazer ao livrar-me dos dossiers da faculdade que tinha a ocupar uma prateleira inteira de parede a parede lá no escritório.

Para mal dos meus pecados não fui capaz de me livrar dos dossiers em si que estão ainda em condições. Se souberem de alguém que os receba, avisem-me que fico contente em oferecer.


segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Ponderar em vez de comprar e um desafio

Ontem deparei-me com este post.
Copiei descaradamente o título porque todo ele faz sentido na forma como me tenho sentido ultimantente.

Tenho tanta, mas tanta vontade de me livrar de coisas que já não preciso, que quando me deparo com uma situação em que preciso (ou apenas tenho vontade) de adquirir algo, arranjo de imediato 1001 motivos para simplesmente não o fazer.

O destralhe maior já foi feito em todas as divisões da casa. Não foi feito de um dia para o outro. Já lá vai mais de um ano a destralhar, divisão por divisão, armário por armário, gaveta por gaveta e mesmo assim há tanto por fazer... 

No fim-de-semana voltei à carga na cozinha. É que depois de destralhar há ainda o trabalho de arrumar e organizar conforme as necessidades reais de cada família. Não se trata de ficar bonito, mas de ficar usável e de ter um sítio fixo onde voltar a arrumar depois de usar.

Apesar do meu esforço de super mulher, os objetos acabam invariavelmente dispersos pela casa e só eu é que me esforço em vão em manter tudo organizado!!! É sinal que há muitas coisas que tenho ainda de subtrair à nossa rotina, porque 3 pessoas não precisam de certeza de tantas coisas!

Ao longo de quase um ano sem comprar quase absolutamente nada para mim, comprei 4 peças de roupa (de desporto) e andei a agonizar por causa disso.

Descobri que a aquisição de coisas não me traz felicidade. Traz-me "coisas" que me ocupam espaço em casa, que me ocupam espaço na mente pois acresce a responsabilidade ao mantê-las e menos tempo livre para o que gosto de fazer.

Hoje pondero todas as compras que faço e nunca mais comprei por impulso. 
Não compro coisas que não tenham funções suficientemente importantes para vir ocupar espaço na minha casa. Não compro só porque é bonito, mas decididamente compro se me fizer feliz.
 
E sim, neste momento, os poucos momentos dedicados à atividade física, quer seja uma caminhada ou um dia a jardinar tem-me feito muito feliz e a roupa de desporto que comprei veio trazer alegria e conforto à minha vida.
Ganhei eu, a minha saúde e o meu bem-estar.
Mas no final de tudo, agora compreendi que ao não comprar, sinto que ganhei LIBERDADE.

O desafio que me auto-impingi é colecionar as etiquetas das roupas ou os talões de compra de tudo o que comprar este ano.

Há alguém desse lado com vontade de fazer o mesmo?
 
Vou colocar tudo num frasquinho e no final de ano vou analisar as compras e verificar se foram ou não proveitosas e se efetivamente me trouxeram felicidade ou se me impediram de ser livre!



domingo, 22 de janeiro de 2017

Zero Waste: papel higiénico reciclado

Ainda no seguimento do post anterior, volto à carga com a higiene e o impacto que as nossas escolhas de consumo podem ou não ter na diminuição da pegada ecológica.

Há anos que uso papel higiénico reciclado.

Comecei por usar durante muito tempo a gama de papel reciclado do continente.
Sei que há outras marcas brancas (por exemplo o pingo doce) que tem produtos equivalentes, mas sinceramente não experimentei. 
Apesar de esporadicamente, o continuar a usar, o meu preferido é o da Renova Green. 

O inconveniente que encontro para esta gama do continente é que os rolos são pequenos e não sei como é em vossa casa, mas por cá o papel higiénico desaparece...

Há uns tempos, apanhei uma promoção da marca Renova (marca portuguesa) e como ficava do preço equivalente, arrisquei a experimentar.

A Renova Green tem vários formatos, mas sou adepta dos rolos compactos ou XXL como a marca lhes chama e que realmente duram mais que os tradicionais. São 100% reciclado, de papel branco e de folha dupla. O branqueamento é feito sem cloro, sem adição de corantes e sem perfumes.
Em comparação também me parece que são mais macios que os da marca continente. Quando estão em promoção, faço stock para vários meses. Como são compactos acabam também por ocupar menos espaço. O inconveniente é que continuam a vir embrulhados em plástico...

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Zero waste: copo menstrual

Hoje venho partilhar convosco o meu pack de higiene zero desperdício.


Pois é, tal como muitas mulheres resolvi mudar para o copo menstrual em detrimento dos tradicionais tampões. 

Durante alguns anos andei indecisa se valeria ou não a pena comprar. Muitas questões me passaram pela cabeça: Será que me vou adaptar? Será aquilo confortável? Como farei quando não estou em casa? Hoje sei que foram anos de conforto dos quais me privei.

Para o meu espanto, logo à primeira utilização, adaptei-me lindamente e já não passo sem ele. Anda comigo na carteira dentro da bolsinha de tecido. Lavo-o a cada utilização com água e sabão ou apenas com água (conforme seja possível) e esterilizo-o no final do ciclo.


Um copo destes dura em média 20 anos e contribui para a redução de inúmeros tampões e/ou pensos higiénicos a cada ciclo menstrual. Se multiplicarmos isso pelo número de anos de vida reprodutiva de cada mulher e pelo número de mulheres que usam o copo, imaginem a quantidade de detritos que estamos a reduzir ao nosso planeta!!!

Mas afinal quais são as vantagem de usar o copo?

Eu consigo enumerar várias, na realidade. Atenção que algumas das vantagem referidas são de foro pessoal e que podem ser diferentes para vocês.

1º - A primeira e a mais óbvia que é a redução de resíduos que vão parar ao aceano ou aos aterros sanitários. Além dos próprios tampões há a referir as embalagens em que vêm guardados, assim como os aplicadores de papel ou de plástico que vêm em algumas embalagens. Se juntarmos o petróleo/água gasto nos transportes dos mesmos para chegarem aos supermercados ou farmácias, concluómos que estamos a reduzir consideravelmente a nossa pegada ecológica;

2º - É do conhecimento geral que os tampões têm muitos químicos que com o uso do copo são de todo evitados;

3º - Não preciso de tirar o copo com a mesma frequência que trocaria um tampão, por exemplo. Quando usava tampões acabava por me esquecer de o trocar com a regularidade desejável que no clímax do fluxo era de poucas horas em poucas horas.
Com o copo coloco-o de manhã e na maioria dos dias só o troco quando chego a casa. É muito conveniente porque posso usá-lo 8 horas seguidas em segurança e sem qualquer tipo de desconforto. 
Para terem ideia como é confortável, há uns meses atrás fui tomar banho com ele colocado (esqueci-me que o tinha) e só horas mais tarde é que dei conta que ainda o estava a usar! Isso não é problemático, porque se ele atingir o limite, vaza, dando sinal de que é preciso substituí-lo.

4º - Não agride as mucosas vaginais. O copo é feito de um material antialérgico que e é efetivamente confortável. Ao fim de 2-3 dias de uso continuado de tampões, era comum sentir-me agredida e com algum tipo de desconforto nas mucosas, pelo sofri um incremento no meu bem-estar quando fiz a mudança.

5º - Posso usá-lo do início ao final do ciclo, havendo muito ou pouco fluxo. Lembro-me daquela angústia de não poder colocar logo um tampão assim que começava com um muito ligeiro sangramento, porque doía a colocar e a tirar. Fazer praia ou desporto nesses dias era sempre desagradável. Agora é ótimo.

5º - É muito barato em relação ao uso de pensos higiénicos ou tampões, porque tem um ciclo de vida enorme. Não precisarei de comprar mais nenhum até ao final da minha vida reprodutiva, a não ser que o perca, pois claro!
Não sei se seguem a série "Orange is the new Black", mas há uns tempos, achei graça à referência dos copos menstruais que passaríam a distribuir pelas reclusas porque a redução de custos prisionais assim ditou. 
Além disso é um ítem que risquei completamente da lista do supermercado.

O meu comprei-o online, no site planetahuerto.pt e neste momento está a custar 18,50€.
Podem ver aqui.

Para a minha higiene íntima passar a ser 100% zero desperdício, optei recentemente por começar a usar em conjunto com o copo, pensinhos diários de tecido (algodão).


 
Há aquela ideia de que são pouco higiénicos, mas na verdade são tão higiénicos quanto a nossa roupa interior que é também ela feita de tecido.

Os pensinhos da foto, comprei-os no Panos da Vera que os faz personalizados com tecidos ao vosso gosto. Eu preferi um pack de 6 pensinhos diferentes com uma prática bolsinha que me custaram 7,50€.

Uso-os em conjunto com o copo, para o caso de haver algum vazamento quando estou fora de casa. Tenho evitado, assim, os pensinhos diários descartáveis que ainda usava.

Não uso pensos higiénicos, mas a Vera também os tem disponíveis em algodão e em flanela, em formato diúrno e uns maiorzinhos para a noite. São muito bonitos, passem lá para confirmar.

Também comprei mais umas coisinhas à Vera, mas isso fica para vos falar noutra acasião. :)


segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Zero waste: porquê decompor?

No início do verão passado finalmente decidi começar a fazer compostagem em casa.
Já tinha tido uma experiência com um vermicompostor feito por mim que não é nada mais, nada menos que um compostor com minhocas que aceleram o processo. Como resultou bem quis voltar a fazer cá em casa.

Passo 1: Construir ou comprar um compostor.

Eu optei por comprar. Ainda pensei em construir eu própria um como este, mas como teria de comprar na mesma os baldes, acrescido ao trabalho de os furar... Optei, assim, por comprar um bem grande que me custou 31€. Foi um bom investimento, é singelo e passa despercebido lá na zona do jardim.

O meu compostor é dos mais simples que há no mercado. É apenas um recipiente amplo com uma porta em baixo. Sempre que encontro minhocas no meu jardim, levo-as para o compostor, porque além de acelerar a decomposição dos resíduos orgânicos, estou a levá-las para um sítio onde têm disponível, abrigo, alimento e água, ou seja, tudo o que precisam para sobreviver, tornando ainda o meu solo mais fértil. Contudo, o uso das minhocas é opcional.

Passo 2: Escolher o local para o compostor.

Preferencialmente, o compostor deve estar num sítio algo resguardado de vento, frio e chuva. Pode apanhar chuva e sol, mas devemos evitar que seja em excesso, porque a água em excesso pode prejudicar a decompostagem e sol em demasia exige que estejamos mais atentos e que acrescentemos água com regularidade.

O meu está parcialmente abrigado por um telheiro e debaixo de uma árvore, que sendo de folha caduca, deixa passar o sol de inverno e o cobre do sol no verão. 

Há compostores com fundo e com gaveta para a recolha de líquido que diluído com água dá para usar como fertilizando 100% natural, mas o meu que não tem, deve ser colocado sobre o solo, de modo a esses líquidos sejam absorvidos naturalmente pelo solo.

Passo 3: Começar a decompor.

Antes de comecar a colocar materiais, aconselho a colocar alguns galhos ou ramos de árvores no fundo para que o composto inicial possa "respirar" e de forma a que o composto colocado por cima não fique a bloquear a gaveta de saída.

Depois é só intercalar produtos verdes com castanhos em igual proporção. 
Material verde = azoto 
Material castanho = carbono.

Produtos compostáveis: folhas secas, plantas ou restos de plantas (relva, ervas daninhas, ...), papel (jornais e guardanapos de papel), sacos de chá, borras de café, cascas de ovo esmagadas, cascas de frutos e legumes.

O que não colocar: carne/ peixe, restos de comida cozinhada (pode atrair animais indesejados), laticínios, gorduras, doces, trigo e dejetos de animais domésticos.

Algumas dicas:
- Cuidado com o excesso de citrinos;
- Não introduzir camadas grandes de uma só vez;
- Aguardar no mínimo 3 meses até obter o primeiro composto;

O meu maior problema for ser impaciente. Coloquei camadas grandes de materiais verdes e castanhos e não o fiz progressivamente. Como tal, tem sido habitual retirar composto com folhas ainda por decompor. 

Quando encontro folhas por decompor na gaveta do composto, volto a colocar por cima... 



Passo 4: Revolver o composto.

Tenho sido pouco ativa nesta parte, mas convém arejar a mistura de vez em quando para dar espaço aos microorganismos que para sobreviveram necessitam de abrigo, alimento, água e ar!

Um ancinho pequeno de jardim tem sido o meu instrumento preferido para esta tarefa.  


Passo 5: Usar o composto

Podes usá-lo no jardim, nas tuas plantas de casa ou simplesmente ficar feliz porque devolveste os restos vegetais ao normal ciclo da vida em vez de serem incenerados e passarem o resto da vida em aterros.

Se estás a pensar "Mas eu não tenho jardim, nem plantas em casa!" Então, podes oferecer a quem tenha ou simplesmente podes devolver o composto à terra num jardim público ou no parque da cidade ou então na floresta.

Àparte do sentimento de felicidade por tê-lo feito, considera a enorme hipótese de veres reduzido a menos de um quarto a quantidade de lixo que colocas no lixo comum diariamente. Aconteceu-me a mim! 

Não se esqueçam que qualquer um de nós pode fazer compostagem, mesmo que não tenham jardim e que vivam em apartamentos. O compostor não liberta maus cheiros nem atraí bicharada, pelo que pode ser feita em casa ou numa varanda por exemplo.

Se preferirem podem apenas recolher os restos dos vegetais e frutas da vossa alimentação e doá-los a quem faça compostagem. Se pesquisem na vossa área de residência, podem encontrar locais que recebam estes resíduos para futura compostagem.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Gelado vegan sem açúcar


Uma pausa necessária nos documentários, para partilhar convosco a nossa sobremesa de ontem. Não tem açúcar, nem adoçantes artificiais, nem produtos lácteos. É 100% à base de produtos de origem vegetal. Aliás só leva 3 ingredientes, mas isso conto-vos já como é que fiz.



Há já uns meses que tenho reduzido drasticamente a quantidade de carne que como. Posso dizer que já não me lembro a última vez que fui ao talho (tenho andado a limpar o congelador). Quanto ao peixe, a mesma coisa...

Este ano o objetivo é continuar a reduzir o consumo de produtos de origem animal... sem dramas e principalmente sem fundamentalismos. Se me apetecer um grande bife, como e se me apetecer uma caneca de leite com café, tão pouco me lamento de o fazer. Mas a verdade é que os pratos vegetarianos têm vindo a entrar de forma gradual e prazerosa na nossa rotina alimentar. [Isso mais para mim e para o marido que a filhota, sempre comeu muito peixe e muita carne e continua a preferir refeições com muita matéria de origem animal, principalmente os produtos lácteos :( ]

Assim, e com 1 manga bem madura, 2 abacates biológicos e 1 pitada de amendoim crocante, saíram três doses de gelado cremoso e docinho para rematar as migas de quinoa do jantar.

A preparação é muito fácil: basta cortar a manga em pedaços, assim como os abacates. A proporção de abacate/manga depende se preferem mais ou menos doce. Depois é só colocar na bimby ou noutro robô de cozinha até ter uma consistência homogénea. Para rematar podem colocar algum fruto seco por cima para um toquezinho crocante que sabe sempre bem :)



quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Documentários a não perder #2


Este foi o documentário mais recente sobre alimentação/sustentabilidade do planeta que vi e, na minha opinião, é o mais completo e mais bem documentado de todos.

Food Choices - 2016 

 Michal Siewierski faz um excelente trabalho de pesquisa e organização de informações. Não é uma narração na primeira pessoa, ao contrário do Fat, Sick and Nearly Dead. O autor, rodeia-se de vários especialistas de várias áreas do saber para documentar o impacto que as nossas escolhas alimentares têm, não só, na nossa vida e na nossa saúde, assim como no impacto inegável que tal escolhas têm no nosso planeta.

Se, pessoalmente, já tinha optado por uma alimentação mais à base de plantas tendo em vista a melhoria da minha saúde, hoje, posso dizer que é muito mais que isso!!! O nosso planeta para sobreviver, necessita urgentemente que  tenham em consideração que a ocupação de tantos hectares de terra fértil para alimentar animais para consumo humano é simplesmente insuportável.

A frase que me ficou retida na memória e que levarei comigo para sempre é:  

"Para o planeta, é muito mais sustentável comprar fruta que vem de 2500km do lugar de onde estou, do que comprar carne ao nosso vizinho..."



Se vos despertei algum interesse em ver o documentário, sigam o link aqui.

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Documentários a não perder #1


Nos últimos meses tenho dedicado parte do meu tempo livre a aprender mais sobre alimentação. Dos vários documentários ou séries documentais que vi, muitos deles incidiram sobre o tema da alimentação intimamente relacionada com a sustentabilidade do planeta.

Para quem tem algum interesse no tema, recomendo a ver alguns dos documentários que vi. É de salientar que nem tudo o que vemos pode ser fielmente tido como verdadeiro e infalível, cabendo a nós discernir sobre o que é efetivamente importante reter de cada um deles e verificar o que cada um de nós poderá fazer para melhorar a sua qualidade de vida, contribuindo em simultâneo para um planeta mais verde e sustentável.

 Fat, Sick and Nearly Dead

Joe Cross é um australiano com excesso de peso, que se alimenta com excesso de alimentos processados e tem problemas de saúde. Com uma mudança radical de comportamentos alimentares (radical, mesmo!) melhora a sua qualidade de vida e livra-se de medicação que tomara durante anos como doente crónico que é/ era.

Opinião pessoal - Não acho que uma alimentação à base de sumos de origem vegetal seja saudável, que não é, mas é um alerta poderoso para a capacidade do corpo regenerar e auto-corrigir-se quando os oligo-nutrientes são ingeridos.

Depois de ter visto os documentários (Fat, Sick and Nearly Dead 1 e Fat, Sick and Nearly Dead 2), durante um mês, substituí uma refeição por um sumo de frutas/legumes. Houve dias em que foi o pequeno-almoço, outros que foi o almoço, o lanche ou o jantar, mas foram sempre sumos com fruta e /ou legumes crus.

Consegui perceber de uma forma muito visível a quantidade enorme de legumes que conseguia "comer" quando eles estavam sob a forma líquida! De facto, nesse mês, eu e o marido, ingerimos mais legumes do que em qualquer outro mês, com um ganho acrescido de oligonutrientes que estão disponíveis em alimentos de origem vegetal na sua forma não cozinhada.

Durante esse mês senti-me muito bem, muito hidratada (ao contrário do habitual) e apesar da "falta" das fibras dos legumes e frutas o intestino andou a funcionar lindamente! O meu marido até teve alguns episódios de diarreias, que são habituais e retratados no documentário. 

É claro que no resto do dia tinha uma alimentação sólida e rica em fibra e ainda com alimentos cozinhados.

Percebi também que tinha uma ideia completamente errada sobre o sabor dos sumos, porque a maioria deles era muito agradável ao paladar. 

Para quem quer experimentar, aconselho a começar por legumes mais insípidos, misturados com alguma fruta e sempre que possível que tenham cores diferentes para abarcar o maior número de nutrientes possível. Outra ideia é aromatizar com ervas aromáticas, como a hortelã pimenta, o gengibre ou a canela que para além do mais estimula o metabolismo.

Se estiverem interessados em ver o documentário, sigam o link aqui.

 

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Olá 2017!

É deste "novo" cantinho ensolarado que vos escrevo! É aqui que tenho bebido o meu café com leite todas as manhãs com vista previligiada sobre o jardim.

O sol e a luz que inunda a sala e que se prolonga durante toda a tarde são compensatórios.Valeram os dias de pó e o dinheiro investido numas pequenas obras que tornaram os nossos dias mais agradáveis e prazerosos.
2016 foi um ano em que estive muito ausente do blog porque achei que não tinha nada de muito consistente para partilhar. Partilhei pouco no ano em que mais coisas tinha para partilhar, para escrever, para dizer... Tenho dezenas de posts em rascunho que não chegaram a sair de lá porque não tinha a foto certa ou  porque não tinha as ideias tão fundamentadas como achava que poderiam estar.
Hoje li aqui uma frase que de facto, diz muito do que sinto hoje: Mais vale feito do que perfeito!

Daqui em diante, não me levarei tão a sério e partilharei o que me apetecer, ainda que não faça sentido para quem me lê. Afinal este blog sempre foi um "diário" de coisas que me apetece partilhar, uma parte de mim que poucos conhecem.

O ano de 2016 foi, para mim, um ano introspectivo, de estudo, de análise e tenho para mim que 2017 será um ano de ação, de implementar uma série de coisas que tenho em mente e que tenho vindo a aprimorar na minha mente.

2016 foi o ano da Netflix. Foi um ano de pouco cinema, de menos séries, de mais livros, de muitos, muitos, muitos documentários e consequentemente de muita reflexão e de necessidade de mudar... de mudar para melhor.

2016 foi um ano de minimalismo. Foi um ano dedicado a reduzir a quantidade de coisas que tinha/tenho (ainda). Foi um ano de destralhar, de simplificar, de "despossuir". Foi um ano dedicado a ter menos e de viver mais, apreciar mais.

Gaveta a gaveta, prateleira a prateleira, fui separando em grupos: Preciso? Gosto? Dá para vender? Dá para trocar? Posso doar? Posso reutilizar? Reciclar?

Este ano, fiz amigos. Convivi mais com gente diferente de mim que me fez ver a vida de outra forma. Fiz também amigos com os quais descobri que tinha muitas coisas em comum e que não fazia ideia.

2016 foi o ano em que me comecei timidamente a dedicar às plantas e à jardinagem.

2016 foi o ano em que comecei a modificar a minha alimentação. Foi o ano em que mais me dediquei ao exercício físico. Foi o ano que mais refleti sobre a necessidade de ter a minha mente mais sã e sobre a necessidade de ser mais egoísta e de exigir mais tempo para mim. Só para mim, porque preciso dele como de ar para respirar!


A vós que continuais por aí, um 2017 bem colorido e cheio de luz!

Vê também...

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