segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Bienvenidos às Astúrias

      Inverno por cá significa algum frio e muita chuva. Mas raramente se vê a neve!

      Um fim-de-semana de inverno com neve foi o cenário perfeito para uns dias fora da rotina com os amigos. As Astúrias foram o cenário escolhido e Oballo a pequena região onde ficamos alojados. Lá vimos mais animais do que pessoas... 

     Em Oballo não há pão fresco diariamente. Os locais sabem o dia e a hora a que o padeiro lá passa e por isso Cangas del Narcea foi a povoação mais perto onde vimos gentes e serviços abertos ao público. 

    Quando chegamos ao nosso destino, já era de noite, pelo que apenas com o nascer do sol é que tivemos a perceção do espaço envolvente e da serra que nos rodeava. 
De manhã bem cedo fomos brindados com uma surpreendente vista pelas pequenas e múltiplas janelas que rodeavam a casa.
 

Oballo ao fundo. Ficamos hospedados na casa mais alta que se vê na foto.
       O turismo rural é uma paixão nossa e os apartamentos Casa de La Fonte foram os escolhidos para pernoitar algumas noites. Tem bom aspeto, excelentes acomodações, uma cozinha bem equipada e espaço para conviver com os amigos, com uma excelente relação qualidade-preço. Recomendo, sem dúvida!




Uma das fotos espalhadas pela casa. A minha preferida data de 1910.
      Por entre várias fotos de família e outras da zona envolvente, esta foto chamou-me a atenção pelo facto de haver um urso no que parece ser uma cerimónia ou festividade. O urso pardo era um animal bastante comum naquela zona nessa altura. No inverno, os ursos hibernam e mesmo sendo bastante mais raros, ainda são avistados ursos nas Astúrias. Não fazia ideia! Ver aqui.

       Oballo dista apenas uns escassos quilómetros da Reserva Natural de Muniellos onde descobrimos bosques e cascatas em todos os recantos e muito trilhos a descobrir a pé. Apesar do manto branco ser imensamente atrativo, ficou a vontade de regressar com temperaturas mais amenas para fazer os trilhos já que com a neve abundante foi impossível percorrê-los.

     A floresta cobre-se de um verde pálido que cobre todas as árvores, criando um cenário único e inesperado. 

     A chuva não deu tréguas nos primeiros dias andamos literalmente debaixo de chuva e mais chuva! Nada que uma boa roupa impermeável e umas botas não resolvam. Foi libertador andar à chuva e passear debaixo da chuva durante vários períodos do dia!

     É escusado dizer que ela adorou! Chafurdar nas poças de água é das coisas mais maravilhosas que ela recorda destes dias de férias...


       E depois da chuva sempre veio a tão esperada neve!!!
      Acordamos de manhã bem cedo com os primeiros flocos de neve a bter delicadamente na janela...



 ... e quando acabamos o pequeno-almoço, já a neve cobria os prados e os telhados das casas!

    
    E já que que vos deixo uma sugestão de alojamento, porque não deixar também um local para uma refeição especial? O fordaliz foi o eleito para o jantar da despedida. Um local cheio de requinte, com comida fenomenal!

Tentando não ser muito aborrecida com a descrição dos belos momentos que passamos em família (os amigos são família, certo?), deixo-vos apenas algumas fotos das belíssimas paisagens e das brincadeiras!!! E quem não quiser ser criança, que não vá para a neve... :P







segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Por cá...

Por cá, marido em casa significa reparos e arranjos em casa!

Se há coisa que gostamos de fazer juntos são pequenos projetos cá em casa. Estou feliz se estou a remodelar qualquer coisa.

Há muitos anos atrás, quando viemos viver para a nossa casa, um jardim demasiado grande e exigente em termos de manuteção, levou-nos a reduzí-lo, não só para diminuir a área de manutenção, mas principalmente para ganhar algum espaço de convívio / área de refeições ao ar livre.

O aspeto era este e o único espaço disponível eram pequenos corredores. O acesso ao jardim estava vedado com pequenos arbustos que dificultavam a limpeza do jardim, nomeadamente dos milhares de folhas que caem anualmente das várias árvores de folha caduca que temos.


 Com alguma pena, livramo-nos dos arbustos e de algumas árvores decorativas para ficarmos com uma zona aberta e de fácil acesso, perfeita para a bailarina dar umas voltas na bicicleta e perfeita para churrascos e refeições com a família e os amigos.


 Entretanto fizemos obras nos anexos atrás e nasceu a lavandaria (falei dela aqui) + uma zona de lazer contígua que serve de sala de estar ou de sala de apoio nas festas de verão. Um dia destes falo-vos dos móveis que renovamos para essa zona.

Já com as obras feitas, era importante repensar numa solução para o retângulo em volta da grande cerejeira, já que as suas grandes raízes levantaram a zona encimentada vários centímetros acima do nível do chão.

Com esta transformação acabamos por ganhar mais área permeável, o que é ótimo na época das chuvas que ultimamente tem sido mais que abundantes.

E já que estávamos com a mão na massa, acabámos por criar ainda uma zona em deck que é perfeito para fazer as travessias quando chove porque nem sequer se molham os pés.

 


sábado, 20 de fevereiro de 2016

Limpa superfícies caseiro

O meu limpa superfícies de eleição é do melhor! Além disso é barato e sou eu que o faço em 5 minutos! Querem saber como?

Há uns anos para cá que me venho a preocupar com o impacto ambiental que todos os nossos atos diários acarretam para o ambiente. Coisas tão simples e básicas como a nossa higiene pessoal e a limpeza das nossas casas têm como consequência litros e litros de água potável contaminada...

Além da água preocupo-me com o excesso de material que usamos para limpar e para lavar... Se pensarem bem, quantos guardanapos, lenços de papel, toalhitas, cotonetes, algodão, discos desmaquilhantes, papel higiénico, folhas de papel de cozinha usamos por dia? 

Parece que hoje tudo é descartável! É usado uma vez e vai para o lixo! O mesmo é válido para os mini pacotinhos de bolachas que levamos para o trabalho ou os que enviamos para os nossos filhos na lancheira, os pacotinhos de iogurtes e sumos, já para não falar nas garrafinhas de água.

Há tantas coisas que podemos discretamente fazer para diminuir o impacto ambiental! Se perdessemos um minuto por dia a pensar nisso aposto que deixaríamos de limpar a banca com o papel de cozinha e de limpar a boca a um guardanapo de papel, quando afinal de conta temos um conjunto de guardanapos de pano bem giros guardados na gaveta.

Já experimentei algumas receitas de detergente que vi por aí a circular na internet e confesso que nenhuma delas me deixou satisfeita ao ponto de deixar os meus detergentes habituais, por isso é que decidi partilhar este que testei e gostei! Gostei tanto, que o meu já acabou... e lá terei de voltar a fazer.

Deixo cá a "receita" para quem quiser experimentar.

Ingredientes:
- 1 embalagem de álcool etílico;
- a mesma quantidade de água;
- 1 a 3 gotas de detergente de loiça concentrado;
- 1 a 3 gotas de qualquer essência (a minha é de maracujá) - opcional.


Juntam-se todos os ingredientes numa embalagem de spray vazia e bem lavada e já está!

Eu adoro o cheirinho que fica na cozinha! Uso na banca, no balção e até na placa e no forno ou exaustor. 

E vocês, o que fazem para diminuar a pegada ecológica? Partilhem comigo as vossas dicas, porque tenho vontade de fazer mais e melhor, ainda que na correria de uma vida ocidentalizada.




sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Era uma vez um frigorífico

Há já muito tempo resolvi restaurar um velho frigorífico. Ele tem vários anos, mas funciona muito bem. (Só o uso em dias de festa para aqueles dias de calor).
 

Vi algumas ideias e depois de ter encontrado um papel autocolante que me enchesse as medidas, resolvi dar-lhe novo aspeto.

Quis que mantivesse um ar sobrio e que o seu aspeto estivesse de acordo com a sua idade. O que quero dizer é que não o queria modernizar, apenas queria que mantivesse o aspeto de antigo, mas não de velho. [Se é que me faço entender...].


Com o tempo foi ganhando partes com ferrugem, pelo que a primeira coisa a fazer foi raspar toda a superfície com uma espátula. Nas partes mais expostas coloquei um verniz próprio para a ferrugem e cobri delicadamente com o papel autocolante de modo a não fazer bolhas.


 Os remates foram feitos com paciência para fazerem um remate perfeito nas dobras. Com alguma paciência, consegui ainda um frigorífico "extra". Agora só ficam a faltar as belas noitadas de verão e as bebidas fresquinhas bebidas pela noite fora!



terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Mimo, muito mimo...

Estas últimas semanas foram de reencontro. De abraços. Muitos. De conversas. Muitas. De mimos.
Tantos!

Nos útimos meses vivemos a 500km de distância uns dos outros. Falamos diariamente através de um ecrã. Sentimos todos os dias a falta do toque, de um abraço quente, de um afago. Sonhamos todos os dias com o reencontro, com o abraço que daríamos. Vivemos com as lágrimas a querer sair a toda a hora.

Vivemos à distância.

Nunca fomos tão infelizes.

Ainda cheguei a pensar que fosse mimalhice nossa. Que toda a gente consegue estar separada e continuar a viver. Nós nunca fomos felizes durante os 4 meses. Não vivemos, apenas sobrevivemos com a ideia fixa do dia em que estaríamos juntos.

Passados 4 meses, não podemos dizer que não tentamos. Não podemos dizer que não houve um esforço de parte a parte, mas para nós a família deve estar junta. Sempre. 


 E depois de tentarmos e de insistirmos, desistimos de tentar e concluimos que queriamos muito estar juntos e viver em contacto. De pele com pele. E hoje não podia estar mais feliz com a decisão com que tomamos.

Antes o desemprego do que o desapego dos que mais gostamos. 

E depois de 4 meses com insónias, a minha bailarina voltou a ter o sono calmo e relaxado de outrora! Voltou a ter apetite e é agora uma menina mais segura de si. Embora ainda lhe note algumas inseguranças, tenho a certeza que logo passará.

Sei que foi ela que sentiu mais na pele a mudança e é também por ela que sei que tomamos a decisão correta.



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