sábado, 23 de abril de 2016

A cama da bailarina

Estava prometido um post sobre a cama nova da bailarina, mas com as chuvas incessantes tive pouca vontade de andar a fotografar... O fim da tarde de hoje com a vista do pôr-do-sol à janela foi o dia escolhido para vos mostrar o resultado final. Bem... final não será, mas já explico.


 Quando nos mudamos para o Algarve, a bailarina começou a dormir numa cama de solteiro, mas quando vinhamos cá ao norte ainda dormia na cama de grades. No Verão, já com 3 anos feitos, decidimos que seria melhor passá-la para uma cama maior, ainda que se sentisse confortável a dormir na cama de grades.


 Durante umas semanas dormiu na cama de solteiro que temos no quarto de hóspedes. Essa é a minha cama de solteira, tem valor sentimental e os planos seriam pintá-la de branco para ficar de acordo com os outros móveis do quarto, mas depois mudei de ideia e quis colocar antes uma cama de casal porque tive sempre medo que ela caísse...

Foi, então, quando veio cá ter uma cama de casal nova, branca e enorme. Tão enorme que o colchão era fora de medidas e o quarto pequeno ficou atafulhado até à porta. Pouco espaço ficava para circular e não, não era nada disso que tinha em mente...

A tal cama enorme ficou para os meus pais e ficamos novamente sem cama para a bailarina...


Foi quando eu me lembrei de procurar uma cama antiga para restaurar. Já o fizera várias vezes, mas nunca conseguira convencer o marido a investir em móveis antigos. Desta vez fui muito, muito insistente e lá acabou por me fazer a vontade.

Encontrei no OLX uma cama pretendente na minha zona de residência, mas precisava de muito trabalho. Vinha com uma camada enorme de cera que escondia a madeira em mau estado. Uma das traves laterais vinha rachada e com uma emenda mal amanhada, mas assim mesmo continuei enamorada pela cama, pela ideia do percurso que seria feito pelas nossas mãos e perspectivava o resultado final!


A pressa de terminar  projeto e a vontade de ver a cama no lugar, levaram-me adiar alguns pormenores que quero ainda ver completos neste verão. Tenciono mandar fazer umas laterais novas, para colocar umas ferragens que proporcionem mais estabilidade à cama. Assim acabaremos com o "chiar" característico de uma cama antiga. E quem sabe ainda faça um estofo para a cabeceira e para a peseira que continua com algumas imperfeições, uma vez que são em contraplacado folheado. A ideia inicial era essa, mas acabamos por gostar de a ver assim, pelo menos durante algum tempo...


 O pormenor que para nós fez a diferença nesta cama, são as medidas que ela tinha. É uma cama de casal, mas com as medidas antigas, o que a torna apenas um pouco mais larga que uma cama de solteiro, perfeita para uma menina e futura adolescente.

A mesinha de cabeceira, também antiga, mas de outro conjunto, foi igualmente restaurada e não destoou no quartinho.


 O roupeiro é de uma linha mais moderna, mas pintado de branco veio dar a arrumação necessária para uma menina já crescida. O roupeiro pequenino já não estava a conseguir cumprir o seu dever.


 O roupeiro, na altura feito à medida para o quarto que partilhei com a minha irmã, veio da arrecadação escura para a minha garagem onde foi remendado, lixado e pintado. 

Desta vez, eu e o meu marido deixámo-nos de frescuras e compramos uma máquina de pintar da Bosh que se viria a revelar o objeto perfeito para este tipo de projetos. Tivéssemos nós feito isso antes e teríamos poupado imensas horas e os resultados são surpreendentemente melhores que com rolos e pincéis.

E com móveis antigos e cheios de estórias para contar, como tanto gosto, consegui um quarto de menina crescida para a bailarina.

Se quiserem espreitar, falei aqui do roupeiro pequenino que restaurei na altura do nascimento da bailarina.

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