segunda-feira, 10 de novembro de 2014

"Alte" e para o baile!

         Setembro e Outubro foram dias de praia! Muita, mesmo... Aproveitamos até ao finalzinho. 
Como tudo, fora de época, sabe ainda melhor; e praia sem confusões, sem preocupações das horas de sol mais perigosas e com água sempre quentinha é realmente de aproveitar, principalmente com crianças.

        Com o Outono e com os diazinhos mais frios iniciamos o que espero que venham a ser uma série de passeios para conhecer alguns lugares do Algarve. 

         Começamos com Alte, uma terriola gira que só ela e que espero poder visitar mais vezes, não só pelas lindas paisagens, mas também pelas gentes e pelos sabores tradicionais que tivemos o prazer de experimentar.

       A Fonte Pequena e a Fonte Grande separadas por apenas algumas centenas de metros foram os primeiros pontos de interesse que não quisemos deixar de visitar.

                                                 
        Na Fonte Pequena vimos patos bravos e gansos que aproveitavam os quentes raios de sol. O som relaxante da água corrente era apenas cortado pelas indicações dos pais de uma menina que aprendia a andar de bicicleta.


      
       Conforme nos aproximavamos da Fonte Grande, o som da natureza deu lugar a música alta e animada que fazia lembrar o Goran Bregovic. Havia um excelente espaço para churrascada e pic-nic. Tanta gente que lá havia!!! A questão era mesmo: de onde teriam aparecido?! Durante km e km não viramos viv´alma...

Um dizer maravilhoso de Camões que quis partilhar convosco.
         A Fonte Grande estava praticamente sem água, mas deu para perceber que no Verão serve como piscina. Havia ainda um anfiteatro moderno que antevia a realização de encenações teatrais. Será?

         
        Depois de muito dançar, e de atirar folhas e folhas ao ar, a bailarina tinha fome e a temperatura começara também a baixar, pelo que fomos procurar algum conforto no centro de Alte. 

        Uma voltinha rápida pelas ruelas de Alte [a revisitar com mais pormenor a pé numa próxima visita] encontramos o cantinho perfeito para aquecer as mãos e tomar um lachinho reconfortante: a Pastelaria Água Mel, um lugar cheio de charme onde serviam pastelaria caseira confecionada com produtos algarvios.



Bolo de ovos moles com chila coberto com pasta de amêndoa.

        Indecisa entre a tarte de figo e o bolo de alfarroba, embeicei-me pelo simples bolo de iogurte (dos melhores que já comi) que me encheu as medidas a acompanhar o café com leite.


      O ambiente repleto de pormenores e de atendimento simples e familiar, serviu para meter conversa com alguns locais a quem pedimos indicações para chegar ao ex libris de Alte.


       
       O primeiro motivo que me levou a Alte foi a Queda do Vigário. Tal como a Fonte Grande, estava com muito menos água do que vi em fotos, mas ninguém lhe tira a imponência e a beleza de tal queda de água!

        Como tudo o que é bom na vida, começa-se logo a aproveitar ao longo do percurso....
       A caminhada até lá abaixo começa com uma descida acentuada com uma vista ampla de campos geometricamente lavrados. Continua com um caminho ladrilhado que "desagua" num amplo jardim relvado com um edifício um pouco degradado que no Verão deve ser explorado comercialmente.




 As mini-grutas guiam-nos até à última e derradeira descida até à queda do Vigário.



     
         No Verão espero dar lá uns mergulhos e no Inverno espero encontrar uma queda maior e mais imponente.

          Há muitos motívos para lá voltar, não é?

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Crise de saudades...

Hoje o pai cá de casa assistiu a uma crise de saudades da miúda. (Contou-me ele, de olho brilhante mal cheguei a casa).

Parece que ela estava a ver umas fotos e uns vídeos da família e começou a chorar assim do nada. Chamou pela mãe e pedinchou colo do pai enquanto as lágrimas teimavam em cair...

Eu que até nem sou lamechas pus-me a pensar que isso da separação física do nosso mundo de afetos [adoro esta expressão] está a afetar a bailarina mais do que julgara.

Sempre soube que tinha uma menina sensível, mas agora compreendo melhor os abraços apertados e as sessões de beijos diários que recebo cada vez que chego à casa "nova".

Sim, a miúda recusa-se chamar-lhe casa! Casa é a nossa, esta é apenas a casa nova.

domingo, 2 de novembro de 2014

Sweet November...

Para mais tarde recordar: praia em Novembro!!!
Saying goodbye to the beach :)


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