domingo, 5 de outubro de 2014

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Sinto-me a ser arrastada pela poderosa e imprevisível maré...

Pode até parecer perigoso e pouco desejável, mas quando se lhe apanha o gosto de liberdade e se abre os braços ao balançar frágil e imparável do mar, começo a pensar o porquê de achar que até então fui eu que estive em controlo quando na verdade nunca estive.

É tão fácil e prazeroso ser levada nas ondas e não tentar sequer remar contra a maré. Haverá sensação melhor que esta?

As tentativas vãs de controlo são como pedras nos bolsos. Podem parecer infensivas, mas pesam. 

Liberto-me delas e de tudo o que achei que me faria falta e vivo com menos. Com menos pertences, com menos objetivos, com menos pensamentos. Com mais sentimento, com mais alma.

E tudo faz sentido...

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