quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Zero waste: copo menstrual

Hoje venho partilhar convosco o meu pack de higiene zero desperdício.


Pois é, tal como muitas mulheres resolvi mudar para o copo menstrual em detrimento dos tradicionais tampões. 

Durante alguns anos andei indecisa se valeria ou não a pena comprar. Muitas questões me passaram pela cabeça: Será que me vou adaptar? Será aquilo confortável? Como farei quando não estou em casa? Hoje sei que foram anos de conforto dos quais me privei.

Para o meu espanto, logo à primeira utilização, adaptei-me lindamente e já não passo sem ele. Anda comigo na carteira dentro da bolsinha de tecido. Lavo-o a cada utilização com água e sabão ou apenas com água (conforme seja possível) e esterilizo-o no final do ciclo.


Um copo destes dura em média 20 anos e contribui para a redução de inúmeros tampões e/ou pensos higiénicos a cada ciclo menstrual. Se multiplicarmos isso pelo número de anos de vida reprodutiva de cada mulher e pelo número de mulheres que usam o copo, imaginem a quantidade de detritos que estamos a reduzir ao nosso planeta!!!

Mas afinal quais são as vantagem de usar o copo?

Eu consigo enumerar várias, na realidade. Atenção que algumas das vantagem referidas são de foro pessoal e que podem ser diferentes para vocês.

1º - A primeira e a mais óbvia que é a redução de resíduos que vão parar ao aceano ou aos aterros sanitários. Além dos próprios tampões há a referir as embalagens em que vêm guardados, assim como os aplicadores de papel ou de plástico que vêm em algumas embalagens. Se juntarmos o petróleo/água gasto nos transportes dos mesmos para chegarem aos supermercados ou farmácias, concluómos que estamos a reduzir consideravelmente a nossa pegada ecológica;

2º - É do conhecimento geral que os tampões têm muitos químicos que com o uso do copo são de todo evitados;

3º - Não preciso de tirar o copo com a mesma frequência que trocaria um tampão, por exemplo. Quando usava tampões acabava por me esquecer de o trocar com a regularidade desejável que no clímax do fluxo era de poucas horas em poucas horas.
Com o copo coloco-o de manhã e na maioria dos dias só o troco quando chego a casa. É muito conveniente porque posso usá-lo 8 horas seguidas em segurança e sem qualquer tipo de desconforto. 
Para terem ideia como é confortável, há uns meses atrás fui tomar banho com ele colocado (esqueci-me que o tinha) e só horas mais tarde é que dei conta que ainda o estava a usar! Isso não é problemático, porque se ele atingir o limite, vaza, dando sinal de que é preciso substituí-lo.

4º - Não agride as mucosas vaginais. O copo é feito de um material antialérgico que e é efetivamente confortável. Ao fim de 2-3 dias de uso continuado de tampões, era comum sentir-me agredida e com algum tipo de desconforto nas mucosas, pelo sofri um incremento no meu bem-estar quando fiz a mudança.

5º - Posso usá-lo do início ao final do ciclo, havendo muito ou pouco fluxo. Lembro-me daquela angústia de não poder colocar logo um tampão assim que começava com um muito ligeiro sangramento, porque doía a colocar e a tirar. Fazer praia ou desporto nesses dias era sempre desagradável. Agora é ótimo.

5º - É muito barato em relação ao uso de pensos higiénicos ou tampões, porque tem um ciclo de vida enorme. Não precisarei de comprar mais nenhum até ao final da minha vida reprodutiva, a não ser que o perca, pois claro!
Não sei se seguem a série "Orange is the new Black", mas há uns tempos, achei graça à referência dos copos menstruais que passaríam a distribuir pelas reclusas porque a redução de custos prisionais assim ditou. 
Além disso é um ítem que risquei completamente da lista do supermercado.

O meu comprei-o online, no site planetahuerto.pt e neste momento está a custar 18,50€.
Podem ver aqui.

Para a minha higiene íntima passar a ser 100% zero desperdício, optei recentemente por começar a usar em conjunto com o copo, pensinhos diários de tecido (algodão).


 
Há aquela ideia de que são pouco higiénicos, mas na verdade são tão higiénicos quanto a nossa roupa interior que é também ela feita de tecido.

Os pensinhos da foto, comprei-os no Panos da Vera que os faz personalizados com tecidos ao vosso gosto. Eu preferi um pack de 6 pensinhos diferentes com uma prática bolsinha que me custaram 7,50€.

Uso-os em conjunto com o copo, para o caso de haver algum vazamento quando estou fora de casa. Tenho evitado, assim, os pensinhos diários descartáveis que ainda usava.

Não uso pensos higiénicos, mas a Vera também os tem disponíveis em algodão e em flanela, em formato diúrno e uns maiorzinhos para a noite. São muito bonitos, passem lá para confirmar.

Também comprei mais umas coisinhas à Vera, mas isso fica para vos falar noutra acasião. :)


segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Zero waste: porquê decompor?

No início do verão passado finalmente decidi começar a fazer compostagem em casa.
Já tinha tido uma experiência com um vermicompostor feito por mim que não é nada mais, nada menos que um compostor com minhocas que aceleram o processo. Como resultou bem quis voltar a fazer cá em casa.

Passo 1: Construir ou comprar um compostor.

Eu optei por comprar. Ainda pensei em construir eu própria um como este, mas como teria de comprar na mesma os baldes, acrescido ao trabalho de os furar... Optei, assim, por comprar um bem grande que me custou 31€. Foi um bom investimento, é singelo e passa despercebido lá na zona do jardim.

O meu compostor é dos mais simples que há no mercado. É apenas um recipiente amplo com uma porta em baixo. Sempre que encontro minhocas no meu jardim, levo-as para o compostor, porque além de acelerar a decomposição dos resíduos orgânicos, estou a levá-las para um sítio onde têm disponível, abrigo, alimento e água, ou seja, tudo o que precisam para sobreviver, tornando ainda o meu solo mais fértil. Contudo, o uso das minhocas é opcional.

Passo 2: Escolher o local para o compostor.

Preferencialmente, o compostor deve estar num sítio algo resguardado de vento, frio e chuva. Pode apanhar chuva e sol, mas devemos evitar que seja em excesso, porque a água em excesso pode prejudicar a decompostagem e sol em demasia exige que estejamos mais atentos e que acrescentemos água com regularidade.

O meu está parcialmente abrigado por um telheiro e debaixo de uma árvore, que sendo de folha caduca, deixa passar o sol de inverno e o cobre do sol no verão. 

Há compostores com fundo e com gaveta para a recolha de líquido que diluído com água dá para usar como fertilizando 100% natural, mas o meu que não tem, deve ser colocado sobre o solo, de modo a esses líquidos sejam absorvidos naturalmente pelo solo.

Passo 3: Começar a decompor.

Antes de comecar a colocar materiais, aconselho a colocar alguns galhos ou ramos de árvores no fundo para que o composto inicial possa "respirar" e de forma a que o composto colocado por cima não fique a bloquear a gaveta de saída.

Depois é só intercalar produtos verdes com castanhos em igual proporção. 
Material verde = azoto 
Material castanho = carbono.

Produtos compostáveis: folhas secas, plantas ou restos de plantas (relva, ervas daninhas, ...), papel (jornais e guardanapos de papel), sacos de chá, borras de café, cascas de ovo esmagadas, cascas de frutos e legumes.

O que não colocar: carne/ peixe, restos de comida cozinhada (pode atrair animais indesejados), laticínios, gorduras, doces, trigo e dejetos de animais domésticos.

Algumas dicas:
- Cuidado com o excesso de citrinos;
- Não introduzir camadas grandes de uma só vez;
- Aguardar no mínimo 3 meses até obter o primeiro composto;

O meu maior problema for ser impaciente. Coloquei camadas grandes de materiais verdes e castanhos e não o fiz progressivamente. Como tal, tem sido habitual retirar composto com folhas ainda por decompor. 

Quando encontro folhas por decompor na gaveta do composto, volto a colocar por cima... 



Passo 4: Revolver o composto.

Tenho sido pouco ativa nesta parte, mas convém arejar a mistura de vez em quando para dar espaço aos microorganismos que para sobreviveram necessitam de abrigo, alimento, água e ar!

Um ancinho pequeno de jardim tem sido o meu instrumento preferido para esta tarefa.  


Passo 5: Usar o composto

Podes usá-lo no jardim, nas tuas plantas de casa ou simplesmente ficar feliz porque devolveste os restos vegetais ao normal ciclo da vida em vez de serem incenerados e passarem o resto da vida em aterros.

Se estás a pensar "Mas eu não tenho jardim, nem plantas em casa!" Então, podes oferecer a quem tenha ou simplesmente podes devolver o composto à terra num jardim público ou no parque da cidade ou então na floresta.

Àparte do sentimento de felicidade por tê-lo feito, considera a enorme hipótese de veres reduzido a menos de um quarto a quantidade de lixo que colocas no lixo comum diariamente. Aconteceu-me a mim! 

Não se esqueçam que qualquer um de nós pode fazer compostagem, mesmo que não tenham jardim e que vivam em apartamentos. O compostor não liberta maus cheiros nem atraí bicharada, pelo que pode ser feita em casa ou numa varanda por exemplo.

Se preferirem podem apenas recolher os restos dos vegetais e frutas da vossa alimentação e doá-los a quem faça compostagem. Se pesquisem na vossa área de residência, podem encontrar locais que recebam estes resíduos para futura compostagem.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Gelado vegan sem açúcar


Uma pausa necessária nos documentários, para partilhar convosco a nossa sobremesa de ontem. Não tem açúcar, nem adoçantes artificiais, nem produtos lácteos. É 100% à base de produtos de origem vegetal. Aliás só leva 3 ingredientes, mas isso conto-vos já como é que fiz.



Há já uns meses que tenho reduzido drasticamente a quantidade de carne que como. Posso dizer que já não me lembro a última vez que fui ao talho (tenho andado a limpar o congelador). Quanto ao peixe, a mesma coisa...

Este ano o objetivo é continuar a reduzir o consumo de produtos de origem animal... sem dramas e principalmente sem fundamentalismos. Se me apetecer um grande bife, como e se me apetecer uma caneca de leite com café, tão pouco me lamento de o fazer. Mas a verdade é que os pratos vegetarianos têm vindo a entrar de forma gradual e prazerosa na nossa rotina alimentar. [Isso mais para mim e para o marido que a filhota, sempre comeu muito peixe e muita carne e continua a preferir refeições com muita matéria de origem animal, principalmente os produtos lácteos :( ]

Assim, e com 1 manga bem madura, 2 abacates biológicos e 1 pitada de amendoim crocante, saíram três doses de gelado cremoso e docinho para rematar as migas de quinoa do jantar.

A preparação é muito fácil: basta cortar a manga em pedaços, assim como os abacates. A proporção de abacate/manga depende se preferem mais ou menos doce. Depois é só colocar na bimby ou noutro robô de cozinha até ter uma consistência homogénea. Para rematar podem colocar algum fruto seco por cima para um toquezinho crocante que sabe sempre bem :)



quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Documentários a não perder #2


Este foi o documentário mais recente sobre alimentação/sustentabilidade do planeta que vi e, na minha opinião, é o mais completo e mais bem documentado de todos.

Food Choices - 2016 

 Michal Siewierski faz um excelente trabalho de pesquisa e organização de informações. Não é uma narração na primeira pessoa, ao contrário do Fat, Sick and Nearly Dead. O autor, rodeia-se de vários especialistas de várias áreas do saber para documentar o impacto que as nossas escolhas alimentares têm, não só, na nossa vida e na nossa saúde, assim como no impacto inegável que tal escolhas têm no nosso planeta.

Se, pessoalmente, já tinha optado por uma alimentação mais à base de plantas tendo em vista a melhoria da minha saúde, hoje, posso dizer que é muito mais que isso!!! O nosso planeta para sobreviver, necessita urgentemente que  tenham em consideração que a ocupação de tantos hectares de terra fértil para alimentar animais para consumo humano é simplesmente insuportável.

A frase que me ficou retida na memória e que levarei comigo para sempre é:  

"Para o planeta, é muito mais sustentável comprar fruta que vem de 2500km do lugar de onde estou, do que comprar carne ao nosso vizinho..."



Se vos despertei algum interesse em ver o documentário, sigam o link aqui.

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Documentários a não perder #1


Nos últimos meses tenho dedicado parte do meu tempo livre a aprender mais sobre alimentação. Dos vários documentários ou séries documentais que vi, muitos deles incidiram sobre o tema da alimentação intimamente relacionada com a sustentabilidade do planeta.

Para quem tem algum interesse no tema, recomendo a ver alguns dos documentários que vi. É de salientar que nem tudo o que vemos pode ser fielmente tido como verdadeiro e infalível, cabendo a nós discernir sobre o que é efetivamente importante reter de cada um deles e verificar o que cada um de nós poderá fazer para melhorar a sua qualidade de vida, contribuindo em simultâneo para um planeta mais verde e sustentável.

 Fat, Sick and Nearly Dead

Joe Cross é um australiano com excesso de peso, que se alimenta com excesso de alimentos processados e tem problemas de saúde. Com uma mudança radical de comportamentos alimentares (radical, mesmo!) melhora a sua qualidade de vida e livra-se de medicação que tomara durante anos como doente crónico que é/ era.

Opinião pessoal - Não acho que uma alimentação à base de sumos de origem vegetal seja saudável, que não é, mas é um alerta poderoso para a capacidade do corpo regenerar e auto-corrigir-se quando os oligo-nutrientes são ingeridos.

Depois de ter visto os documentários (Fat, Sick and Nearly Dead 1 e Fat, Sick and Nearly Dead 2), durante um mês, substituí uma refeição por um sumo de frutas/legumes. Houve dias em que foi o pequeno-almoço, outros que foi o almoço, o lanche ou o jantar, mas foram sempre sumos com fruta e /ou legumes crus.

Consegui perceber de uma forma muito visível a quantidade enorme de legumes que conseguia "comer" quando eles estavam sob a forma líquida! De facto, nesse mês, eu e o marido, ingerimos mais legumes do que em qualquer outro mês, com um ganho acrescido de oligonutrientes que estão disponíveis em alimentos de origem vegetal na sua forma não cozinhada.

Durante esse mês senti-me muito bem, muito hidratada (ao contrário do habitual) e apesar da "falta" das fibras dos legumes e frutas o intestino andou a funcionar lindamente! O meu marido até teve alguns episódios de diarreias, que são habituais e retratados no documentário. 

É claro que no resto do dia tinha uma alimentação sólida e rica em fibra e ainda com alimentos cozinhados.

Percebi também que tinha uma ideia completamente errada sobre o sabor dos sumos, porque a maioria deles era muito agradável ao paladar. 

Para quem quer experimentar, aconselho a começar por legumes mais insípidos, misturados com alguma fruta e sempre que possível que tenham cores diferentes para abarcar o maior número de nutrientes possível. Outra ideia é aromatizar com ervas aromáticas, como a hortelã pimenta, o gengibre ou a canela que para além do mais estimula o metabolismo.

Se estiverem interessados em ver o documentário, sigam o link aqui.

 

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Olá 2017!

É deste "novo" cantinho ensolarado que vos escrevo! É aqui que tenho bebido o meu café com leite todas as manhãs com vista previligiada sobre o jardim.

O sol e a luz que inunda a sala e que se prolonga durante toda a tarde são compensatórios.Valeram os dias de pó e o dinheiro investido numas pequenas obras que tornaram os nossos dias mais agradáveis e prazerosos.
2016 foi um ano em que estive muito ausente do blog porque achei que não tinha nada de muito consistente para partilhar. Partilhei pouco no ano em que mais coisas tinha para partilhar, para escrever, para dizer... Tenho dezenas de posts em rascunho que não chegaram a sair de lá porque não tinha a foto certa ou  porque não tinha as ideias tão fundamentadas como achava que poderiam estar.
Hoje li aqui uma frase que de facto, diz muito do que sinto hoje: Mais vale feito do que perfeito!

Daqui em diante, não me levarei tão a sério e partilharei o que me apetecer, ainda que não faça sentido para quem me lê. Afinal este blog sempre foi um "diário" de coisas que me apetece partilhar, uma parte de mim que poucos conhecem.

O ano de 2016 foi, para mim, um ano introspectivo, de estudo, de análise e tenho para mim que 2017 será um ano de ação, de implementar uma série de coisas que tenho em mente e que tenho vindo a aprimorar na minha mente.

2016 foi o ano da Netflix. Foi um ano de pouco cinema, de menos séries, de mais livros, de muitos, muitos, muitos documentários e consequentemente de muita reflexão e de necessidade de mudar... de mudar para melhor.

2016 foi um ano de minimalismo. Foi um ano dedicado a reduzir a quantidade de coisas que tinha/tenho (ainda). Foi um ano de destralhar, de simplificar, de "despossuir". Foi um ano dedicado a ter menos e de viver mais, apreciar mais.

Gaveta a gaveta, prateleira a prateleira, fui separando em grupos: Preciso? Gosto? Dá para vender? Dá para trocar? Posso doar? Posso reutilizar? Reciclar?

Este ano, fiz amigos. Convivi mais com gente diferente de mim que me fez ver a vida de outra forma. Fiz também amigos com os quais descobri que tinha muitas coisas em comum e que não fazia ideia.

2016 foi o ano em que me comecei timidamente a dedicar às plantas e à jardinagem.

2016 foi o ano em que comecei a modificar a minha alimentação. Foi o ano em que mais me dediquei ao exercício físico. Foi o ano que mais refleti sobre a necessidade de ter a minha mente mais sã e sobre a necessidade de ser mais egoísta e de exigir mais tempo para mim. Só para mim, porque preciso dele como de ar para respirar!


A vós que continuais por aí, um 2017 bem colorido e cheio de luz!

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

A 2 meses do fim do ano...


A dois meses do final do ano, fui rever a lista de coisas a que me propusera fazer em 2016 e não está mau de todo :D
  1. Alisar o cabelo. Alisei. Não gostei de andar com o cabelo tão colado à cabeça, mas as pontas andavam tão sedosas e era tão fácil de arranjar... (suspiro)                                                      
                         
  2.  Ouvir mais música. Nem por isso. Acho que neste momento estou mais aberta ao silêncio. Tenho feito terapia do silêncio e do sol. Descobri que 5 minutos deitada na relva ou numa cadeira ao sol é a melhor terapia que posso ter.
  3. Fazer pão e iogurte. Tem saído pouco pão da minha cozinha, mas saem com frequência sumos de fruta, gelados, iogurtes, queijo, crepes e outras coisas boas :) 
    panqueca de alfarroba
  4. Completar o desafio das 52 semanas. Acho que cumpri uns 2 ou 3 meses e depois nunca mais me lembrei daquilo. :(
  5. Experimentar o gelinho. Experimentei. Tirei. E depois andei com as unhas frágeis e quebradiças. Não voltei a fazer.
  6.  Fazer uma escapadinha a 2. Fomos a Milão. Sozinhos. Apanhamos o susto da nossa vida quando nos cancelaram o voo e tivemos prolongar a estadia. A bailarina nunca tinha ficado tantos dias sem nós e nós sem ela. 
    Telhados de Il Duomo - Milão - Abril 2016
  7. Reduzir a internet e o computador a 1hora/dia. Consegui! Uns dias mais, outros menos, mas é média é seguramente inferior a 1h por dia. A exceção é apenas quando o trabalho assim o dita.
  8. Pôr um tampo de vidro na secretária. Nop... Continua tudo igual :(
  9. Destralhar 366 ítens da minha vida! Comecei por contar. Desisti dada a enorme quantidade de coisas que destralhei. Vendi, doei, ofereci, troquei, devolvi e deitei fora taaaaaanta coisa!!! Um dia destes alongo-me sobre este assunto.
  10. Ler pelo menos um livro que goste muito, muito. Tenho lido mais e melhor! Voltei a Saramago e Paulo Coelho e outros bem diferentes do meu habitual. Comecei a requisitar livros da biblioteca local e ando entusiasmada com a leitura novamente.
  11. Correr 100 vezes durante o ano (durante pelos menos 1km). Correr e não só. Comecei com o desafio de 31 dias e depois do primeiro mês intensivo, tenho feito 2 a 3 treinos semanais, mas não necessariamente corrida.
  12. Maquilhar-me pelo menos uma vez por semana. Não tem sido uma vez por semana, mas de vez em quando, o que para mim já é muito bom!
  13. Verificar a possibilidade de instalar um painel solar para aquecimento das águas. Ainda não vi a possibilidade, mas tenho em mente uma nova alteração cá em casa que terá prioridade sobre esta. Já temos o orçamento feito e já só falta começar a deitar abaixo!!! Ai como eu gosto disto ;)

domingo, 16 de outubro de 2016

Zero Waste

Dois mil e dezasseis foi o ano em que ouvi pela primeira vez o conceito de Zero Waste ou Desperdício Zero.

Foi uma feliz coincidência ter-me cruzado com uma notícia qualquer de uma família que não produzia lixo quase absolutamente nenhum ao longo de vários anos. O pouco lixo que produziram nos últimos anos cabiam num pequeno pote de vidro.

Acho que nesse domingo de dolce far niente, foi o domingo que revolucionou a minha vida e mudou muita coisa na minha casa. Não que já não fizesse muitas coisas, mas daí comecei a fazê-las com mais consciência e de uma forma mais sistemática.

Daí em diante, a parte do meu dia dedicada ao lazer/descanso foi a ler, a ouvir testemunhos, a cuscar blogs e a ver documentários e Ted talks sobre Zero waste ou Zero desperdício.

Foquei-me em vários aspetos que facilmente poderia alterar no meu quotidiano:

1º) Reduzir o plástico

Este é e será sempre o calcanhar de aquiles de qualquer família. Pelo menos cá por casa tem sido! Se por um lado é este o aspeto que mais alteração de comportamentos proporciona, será também sempre aquele aspecto onde mais pecados faremos. Tantos são os produtos que compramos que vêm sobre embalados que de um dia para o outro deixar de usar tudo o que usamos durante uma vida parece  ser praticamente impossível... Mas um dia isto, outro dia aquilo, a quantidade vai sendo inferior e grão a grão vamos caminhando na direção certa.
Lamentalmente tenho perfeita noção que abolir está fora do meu alcance nos próximos anos, pelo que me esforço por reduzir de forma consistente.

Para reduzir o plástico, há várias estratégias que uso:


a) Usar sacos e frascos reutilizáveis
No mercado e na padaria os sacos reutilizáveis, nomeadamente os de pano, os meus preferidos, estão sempre a uso. Tenho-os no carro e na carteira, por isso vão comigo para todo o lado. O pão vem para casa no saco de pano onde fica guardado até ser consumido. A fruta, sempre que possível vem nos sacos de pano. São pesados na balança e colocados novamente no mesmo saco onde é transportado até casa.

O inconveniente? A cara de caso da funcionária quando tenho 10 maçãs espalhadas juntamente com 6 bananas, 7 pêras e 4 abacates. Mas pior que a cara de caso da funcionária da caixa ou das pessoas que estão à espera, é mesmo a cara do meu marido! LOL
Para o meu marido, resultou muito bem uma estratégia que ando a testar há 2 ou 3 meses e que tem sido eficaz para ele: reutilizar os sacos de plástico da fruta. Dentro do saco de pano, levo sempre 5 ou 6 sacos transparentes bem dobrados. Em casa quando guardamos a fruta e legumes, voltam para o mesmo saco, sendo apenas substituídos quando se rasgam.
Para armazenamento dos produtos que compro avulso (mais à frente falo sobre isso) comprei estes frascos do Ikea. Há de todos os tamanhos. Os maiores uso para os cereais (aveia, trigo serraceno, centeio, millet, etc, e todos os cereais puff que são muito volumosos). Os médios para as sementes (chia, linhaça, sésamo, sementes de girassol, etc) e fruta desidratada (essencialmente tamaras, ameixas, alperces e passas). Os mais pequenos levo-os na lancheira, com os iogurtes, papas de aveia, fruta cozida, etc.



b) Usar uma garrafa reutilizável
Quantas vezes acabamos por ir ao bar comprar uma garrafinha de água porque nos deu sede? Se temos uma garrafinha sempre connosco para as crianças, que têm sede a toda a hora (pelo menos a minha é assim), porque não termos  também uma para nós? Se não quisermos investir numa, basta um frasco com tampa e voilá, já a podemos encher em toda a parte com água ou iclusivamente sumos.
A minha vai muitas vezes com água com limão. Estes dias tem-me sabido muito bem assim.

c) Comprar avulso
 Se compro pão, fruta e legumes sem recurso a embalagens, porque não tentar fazer o mesmo com o resto das coisas que necessitamos? Cada vez há mais lojas que vendem a granel e os mercados tradicionais sempre o fizeram. As leguminosas mais tradicionais como o feijão e o grão são os mais fáceis de encontrar a vulso, mas há lojas que vendem mercearias como arroz, massas, sementes, frutos secos e doces a vulso. O jumbo, tem um espaço muito interessante e que vende ao peso. Por lá encontrei coisas tão variadas como rebuçados, gomas, sementes, fruta desidratada, leguminosas, café e comida de cão, etc. Não é perfeito, porque não encontrei forma de trazer os produtos a não ser em sacos de plástico. Se ao menos houvesse sacos de papel ainda davam para decompor... :(
No entanto, há cada vez mais mercado onde podemos levar os nossos próprios frascos ou sacos de pano para trazer os alimentos para casa.
Para quem é do centro, tem a Maria Granel e a Casa a Granel. Mais a norte, a Sementina e a Raw, por exemplo.
Imagem daqui
d) Comprar em segunda mão ou trocar
Se há uns anos quando precisava de algo, ia à loja e já estava, hoje a minha estratégia é sempre procurar online uma compra local em segunda mão do produto que preciso, usando o olx, por exemplo. Ou então os sites de trocas. Tenho feito trocas bem interessantes livrando-me de objectos que já não quero ou já não preciso, em troca de algo que me faça falta ou que possa efetivamente dar uso.
A última troca que fiz no site "Troca-se.pt" foi de uma máquina de costura que esteve anos em minha casa a apanhar pó por falta de uso por um conjunto de ferramentas para o jardim que estava a precisar, nomeadamente um alicate de poda que ainda não teve descanso neste início de outono :) Para isso tive apenas de me deslocar um kms e duas famílias ficaram com coisas "novas" que poderão usufruir sem gastar dinheiro nenhum.

e) Cultivar/plantar em casa
Com a exceção dos azevinhos, o meu jardim tem essencialmente árvores de fruto. É com grande prazer que comemos as frutas da época e que tão bem nos sabem em comparação com o sabor das de compra. Este ano voltei a plantar morangos e os poucos que conseguimos comer sabem melhor que quaisquer outros. Para este outono, tenho em mente, colocar pelo menos mais uma árvore de fruto e esperar que as mais bebézinhas comecem a dar frutos. É ótimo ver crescer algo que fomos nós que plantamos.
Sempre que posso, levo legumes fresquinhos do plantio dos familiares ou amigos e quando tenho oportunidade compro localmente, o que nos leva ao ponto seguinte.
Os meus morangos!

 f) Comprar localmente
No meu trabalho há uma pequena empresa de produtos biológicos que vende cabazes de fruta e legumes da época. Como são biológicos e são criados em estufas vão estando disponíveis com alguma variedade e com elevada qualidade. Sempre que disponíveis trago também dos meus avós e dos meus sogros e come-se o que é da época. Haja imaginação para andar por vezes semanas a comer os mesmos legumes, mas cozinhados de formas diferentes!



Este foi um dos sumos "verdes" de uma saga de um mês em que bebemos todos dia um copo carregadinho de oligonutrientes.


O talho cá da rua tem recebido mais visitas e a carne além de ser de melhor qualidade, é mais fresca porque sei quando a recebem! E vem cortada e preparada conforme o fim que lhe quero dar. Tenho conversado mais com as pessoas da rua e tenho mais consciência do que é viver em comunidade.
E os meus cães têm recebido ossos grandes para roer. Tem andado felizes com os presentes mais regulares e os seus dentes têm andado mais saudáveis :)
Estes dias descobri ainda que há um produtor de cogumelos biológicos que os vende cá mesmo na terrinha. Fantástico, não é?

g) Cozinhar mais e comprar menos mas de melhor qualidade
Uma remessa de iogurtes que sai da bimby ou uma fornada de bolachinhas caseiras enche a casa de coisas boas e sem conservantes articifiais e a quantidade de plástico que poupamos ao ambiente é inegável! Pena que fazer tudo em casa seja demasiadamente avassalador para a maioria das famílias. De qualquer forma reservar um dia por semana para preparar alguns dos lanches ou refeições principais tem sido uma coisa que me tem dado prazer fazer.
O meu ricota "fingido" - receita aqui
A minha irmã deu-me na semana passada uma receita de iogurtes com gelatina e é já a segunda semana em que não compramos iogurtes. Exceção feita para a pequena que prefere os normais.
Uma sopa de feijão verde caseiro dá para levar na marmita nos dias em que almoço fora e serve para complementar os almoços ou jantares da semana.
Hoje, excecionalmente, dediquei-me à confessão de manteiga e com excelente resultado, diga-se ;) Ficou ótima! Mas fazer pão, iogurtes, barritas de sementes, purés de fruta, bolachas, compotas, queijo, nectares, todas as semanas é algo que é impensável, pelo que comprar melhor é algo que tem de ser ponderado. Se por um lado o fator preço é importante, nos últimos meses tenho-me visto mais empanhada em comprar melhor, em comprar biológico, em comprar sem tantos conservantes, sem corantes e sem edulcorantes.

 Uma aposta nossa foi em ter sempre disponíveis frutos secos para os snacks (nunca mais de 6 por dia). Comprei 1kg de castanhas de caju por 15€. É caro? Muito! Mas prefiro comer algo com minerais e gorduras saudáveis do que comer aquelas bolachas de chocolate que adoro, mas que fazem mal!
 h) "Marmitar"
Este ano, dois dias por semana almoço no trabalho e confesso que são os dois dias em melhor me alimento. E porquê? Porque são programados com antecedência. Sopa + prato principal + fruta. Os pratos principais são sempre muito simples que podem variar entre as sobras do jantar de véspera ou simplesmente uma salada de vegetais com quinoa ou de couscous, por exemplo.
Outra coisa que teve grande impacto na minha alimentação foi o facto de ter comprado uma lancheira :) Gastei meia dúzia de euros nela e passei a alimentar-me bem melhor. Assim, em vez de ir ao bar comer um pãozinho com isto ou aquilo, como o meu iogurte natural com muesli ou granola ou com fruta já partidinha que trouxe de casa ou então os cereais puff e sementes com o puré de fruta caseiro. Estes têm sido os maus lanches habituais aos quais por vezes junto um chá quentinho do bar.


i) Abolir/reduzir os descartáveis

 Só em ocasiões muito especiais é que uso os descartáveis. Há uma exceção anual, o aniversário da miúda que por ser para muita gente e com entradas, comida volante e sobremesas muito variadas não dá mesmo para ser servido sentado. Para estas ocasiões tenho optado por uma solução tão gira quanto ecológica. Encontrei packs de pratos e talheres de madeira bem fininha, diz que são de bambu. São giros porque a cor da madeira natural vai bem com tudo!!! Com uns guardanapos giros e copos de papel coloridos fica o cenário completo. O melhor? Tanto os copos, como os talheres, como os guardanapos vão para o compostor e voltam ao solo de onde vieram e onde voltarão a dar vida às novas plantações que farei no meu jardim :D
A imagem não é das melhores, mas é de um dos aniversérios. Em cima à esquerda vêm-se os pratos e talheres que falo.

E tudo me leva à grande aquisição deste verão! O meu tão desejado compostor :)

Se o meu 1º grande objetivo é reduzir o plástico, o segundo é reduzir/eliminar os resíduos orgânicos de minha casa.

 2º) Decompor

Tentei por todas as vias comprar um compostor em segunda-mão. Era mesmo algo que qeuria fazer. Meti na cabeça que era o que fazia sentido nesta demanda do zero waste. Durante meses procurei, pesquisei, verifiquei como poderia comprar ou obter um, mas tive que desistir... essencialmente porque a deslocação para o ir buscar seria mais cara do que a própria compra de um novo.
Encontrei um à venda numa grande superfície por cerca de 30€. Veio comigo e até hoje dou-lhe mais uso que alguns eletrodomésticos cá de casa!

Ainda não tive tempo de o fotografar, mas a seu tempo poderei fazer um post sobre o que costumo decompor e como o faço e como tenho usado o composto.

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Desafio 31 dias

Consciente de que um hábito para que seja realmente incorporado na nossa rotina diária, tem de ser repetido de forma persistente pelo menos 30 dias, delineei um plano para mim própria no meu mês de férias. 
 
Desde o inverno para cá tenho realizado, ainda que, pouco consistentemente algumas atividades físicas como pequenas corridas e alguns planos de exercícios, mas como estou constantemente a recomeçar, torna-se extenuante e desmotivador... De uma corrida para outra passavam-se tantos dias que não dava oportunidade ao meu corpo de melhorar e sentir que o treino anterior melhorava efetivamente o meu desempenho. 

Tinha de fazer qualquer coisa quanto a isto! Uma citação de Jonh Wooden, treinador de basquetebol, que li num livro que encontrei na casa onde passamos uns dias de férias ficou-me retida na memória:

"Se falha em planear, planeie falhar"

Pensei como isto fazia tanto sentido e como tem sido o reflexo de tanta coisa na minha vida!

Como tenho quase um mês de férias seguido, seria a altura ideal para começar, sem falhas e principalmente sem desculpas.

Sem querer parecer o mais recente membro dos alcoólicos anónimos, posso, com orgulho, dizer que estou há 12 dias consecutivos a realizar exercícios de manutenção :)

Se o vou fazer indefinidamente? Não, não vou. Apenas quero que seja efetivamente um hábito que se enraíze e que o consiga manter durante todo o ano de forma consistente pelo menos 3 vezes por semana. É esse o meu objetivo.

O meu braço direito, foi o meu personal trainner, como gosto de chamar ao meu marido que tomou as rédeas e fez as decisões do que eu tinha de fazer. O que mais me custa nisto de fazer exercício é decidir o que fazer. Para mim é penoso e desgastante... quase tanto como o próprio exercício em si.

Para fazer isto a sério, no dia 1... :
  •  Pesei-me de manhã, registando o peso total, a % de gordura, % osso, % músculo e a % de água (ainda que esta última seja muito variável);
  •  Usei a fita métrica para tirar medidas a várias partes do corpo;
  •  Fotografei a barriga, o rabo e as pernas. 
Do dia 1 ao dia 12, variei o tipo de exercícios que fiz, assim como o nível de intensidade. Fiz treinos de 5 minutos muito intensos e outros de 40 minutos mais moderados, fiz repetições de 30 seg em várias séries (tabata) para trabalhar vários segmentos musculares, fiz ioga, fiz corridas e caminhadas, usei alteres, TRX, ...

Mas logo por volta do 3º ou 4º dia cometi um erro de principiante. Exagerei e fiz uma pequena lesão de esforço. Pensei que seria o fim do meu desafio... Levantei a cabeça e fiz trinos adaptados de modo a não interferir com o tornozelo magoado e já estou quase recomposta.

Hoje, dia 12 do plano, iniciei um plano de 4 semanas, da Nike trainning Club. (Sim, vou ultrapassar os 31 dias, mas provavelmente já não com treinos diários).
Optei pelo plano "Massa Corporal" e quando quero fazer o exercício basta-me carregar no botão play ;)

Quem tem um smartphone e vontade de espreitar a aplicação, é só clicar abaixo.

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