quarta-feira, 19 de outubro de 2016

A 2 meses do fim do ano...


A dois meses do final do ano, fui rever a lista de coisas a que me propusera fazer em 2016 e não está mau de todo :D
  1. Alisar o cabelo. Alisei. Não gostei de andar com o cabelo tão colado à cabeça, mas as pontas andavam tão sedosas e era tão fácil de arranjar... (suspiro)                                                      
                         
  2.  Ouvir mais música. Nem por isso. Acho que neste momento estou mais aberta ao silêncio. Tenho feito terapia do silêncio e do sol. Descobri que 5 minutos deitada na relva ou numa cadeira ao sol é a melhor terapia que posso ter.
  3. Fazer pão e iogurte. Tem saído pouco pão da minha cozinha, mas saem com frequência sumos de fruta, gelados, iogurtes, queijo, crepes e outras coisas boas :) 
    panqueca de alfarroba
  4. Completar o desafio das 52 semanas. Acho que cumpri uns 2 ou 3 meses e depois nunca mais me lembrei daquilo. :(
  5. Experimentar o gelinho. Experimentei. Tirei. E depois andei com as unhas frágeis e quebradiças. Não voltei a fazer.
  6.  Fazer uma escapadinha a 2. Fomos a Milão. Sozinhos. Apanhamos o susto da nossa vida quando nos cancelaram o voo e tivemos prolongar a estadia. A bailarina nunca tinha ficado tantos dias sem nós e nós sem ela. 
    Telhados de Il Duomo - Milão - Abril 2016
  7. Reduzir a internet e o computador a 1hora/dia. Consegui! Uns dias mais, outros menos, mas é média é seguramente inferior a 1h por dia. A exceção é apenas quando o trabalho assim o dita.
  8. Pôr um tampo de vidro na secretária. Nop... Continua tudo igual :(
  9. Destralhar 366 ítens da minha vida! Comecei por contar. Desisti dada a enorme quantidade de coisas que destralhei. Vendi, doei, ofereci, troquei, devolvi e deitei fora taaaaaanta coisa!!! Um dia destes alongo-me sobre este assunto.
  10. Ler pelo menos um livro que goste muito, muito. Tenho lido mais e melhor! Voltei a Saramago e Paulo Coelho e outros bem diferentes do meu habitual. Comecei a requisitar livros da biblioteca local e ando entusiasmada com a leitura novamente.
  11. Correr 100 vezes durante o ano (durante pelos menos 1km). Correr e não só. Comecei com o desafio de 31 dias e depois do primeiro mês intensivo, tenho feito 2 a 3 treinos semanais, mas não necessariamente corrida.
  12. Maquilhar-me pelo menos uma vez por semana. Não tem sido uma vez por semana, mas de vez em quando, o que para mim já é muito bom!
  13. Verificar a possibilidade de instalar um painel solar para aquecimento das águas. Ainda não vi a possibilidade, mas tenho em mente uma nova alteração cá em casa que terá prioridade sobre esta. Já temos o orçamente feito e já só falta começar a deitar abaixo!!! Ai como eu gosto disto ;)

domingo, 16 de outubro de 2016

Zero Waste

Dois mil e dezasseis foi o ano em que ouvi pela primeira vez o conceito de Zero Waste ou Desperdício Zero.

Foi uma feliz coincidência ter-me cruzado com uma notícia qualquer de uma família que não produzia lixo quase absolutamente nenhum ao longo de vários anos. O pouco lixo que produziram nos últimos anos cabiam num pequeno pote de vidro.

Acho que nesse domingo de dolce far niente, foi o domingo que revolucionou a minha vida e mudou muita coisa na minha casa. Não que já não fizesse muitas coisas, mas daí comecei a fazê-las com mais consciência e de uma forma mais sistemática.

Daí em diante, a parte do meu dia dedicada ao lazer/descanso foi a ler, a ouvir testemunhos, a cuscar blogs e a ver documentários e Ted talks sobre Zero waste ou Zero desperdício.

Foquei-me em vários aspetos que facilmente poderia alterar no meu quotidiano:

1º) Reduzir o plástico

Este é e será sempre o calcanhar de aquiles de qualquer família. Pelo menos cá por casa tem sido! Se por um lado é este o aspecto que mais alteração de comportamentos proporciona, será também sempre aquele aspecto onde mais pecados faremos. Tantos são os produtos que compramos que vêm sobre embalados que de um dia para o outro deixar de usar tudo o que usamos durante uma vida parece  ser praticamente impossível... Mas um dia isto, outro dia aquilo, a quantidade vai sendo inferior e grão a grão vamos caminhando na direção certa.
Lamentalmente tenho perfeita noção que abolir está fora do meu alcance nos próximos anos, pelo que me esforço por reduzir de forma consistente.

Para reduzir o plástico, há várias estratégias que uso:


a) Usar sacos e frascos reutilizáveis
No mercado e na padaria os sacos reutilizáveis, nomeadamente os de pano, os meus preferidos, estão sempre a uso. Tenho-os no carro e na carteira, por isso vão comigo para todo o lado. O pão vem para casa no saco de pano onde fica guardado até ser consumido. A fruta, sempre que possível vem nos sacos de pano. São pesados na balança e colocados novamente no mesmo saco onde é transportado até casa.

O inconveniente? A cara de caso da funcionária quando tenho 10 maçãs espalhadas juntamente com 6 bananas, 7 pêras e 4 abacates. Mas pior que a cara de caso da funcionária da caixa ou das pessoas que estão à espera, é mesmo a cara do meu marido! LOL
Para o meu marido, resultou muito bem uma estratégia que ando a testar há 2 ou 3 meses e que tem sido eficaz para ele: reutilizar os sacos de plástico da fruta. Dentro do saco de pano, levo sempre 5 ou 6 sacos transparentes bem dobrados. Em casa quando guardamos a fruta e legumes, voltam para o mesmo saco, sendo apenas substituídos quando se rasgam.
Para armazenamento dos produtos que compro a vulso (mais à frente falo sobre isso) comprei estes frascos do Ikea. Há de todos os tamanhos. Os maiores uso para os cereais (aveia, trigo serraceno, centeio, millet, etc, e todos os cereais puff que são muito volumosos). Os médios para as sementes (chia, linhaça, sésamo, sementes de girassol, etc) e fruta desidratada (essencialmente tamaras, ameixas, alperces e passas). Os mais pequenos levo-os na lancheira, com os iogurtes, papas de aveia, fruta cozida, etc.



b) Usar uma garrafa reutilizável
Quantas vezes acabamos por ir ao bar comprar uma garrafinha de água porque nos deu sede? Se temos uma garrafinha sempre connosco para as crianças, que têm sede a toda a hora (pelo menos a minha é assim), porque não termos  também uma para nós? Se não quisermos investir numa, basta um frasco com tampa e voilá, já a podemos encher em toda a parte com água ou iclusivamente sumos.
A minha vai muitas vezes com água com limão. Estes dias tem-me sabido muito bem assim.

c) Comprar avulso
 Se compro pão, fruta e legumes sem recurso a embalagens, porque não tentar fazer o mesmo com o resto das coisas que necessitamos? Cada vez há mais lojas que vendem a granel e os mercados tradicionais sempre o fizeram. As leguminosas mais tradicionais como o feijão e o grão são os mais fáceis de encontrar a vulso, mas há lojas que vendem mercearias como arroz, massas, sementes, frutos secos e doces a vulso. O jumbo, tem um espaço muito interessante e que vende ao peso. Por lá encontrei coisas tão variadas como rebuçados, gomas, sementes, fruta desidratada, leguminosas, café e comida de cão, etc. Não é perfeito, porque não encontrei forma de trazer os produtos a não ser em sacos de plástico. Se ao menos houvesse sacos de papel ainda davam para decompor... :(
No entanto, há cada vez mais mercado onde podemos levar os nossos próprios frascos ou sacos de pano para trazer os alimentos para casa.
Para quem é do centro, tem a Maria Granel e a Casa a Granel. Mais a norte, a Sementina e a Raw, por exemplo.
Imagem daqui
d) Comprar em segunda mão ou trocar
Se há uns anos quando precisava de algo, ia à loja e já estava, hoje a minha estratégia é sempre procurar online uma compra local em segunda mão do produto que preciso, usando o olx, por exemplo. Ou então os sites de trocas. Tenho feito trocas bem interessantes livrando-me de objectos que já não quero ou já não preciso, em troca de algo que me faça falta ou que possa efetivamente dar uso.
A última troca que fiz no site "Troca-se.pt" foi de uma máquina de costura que esteve anos em minha casa a apanhar pó por falta de uso por um conjunto de ferramentas para o jardim que estava a precisar, nomeadamente um alicate de poda que ainda não teve descanso neste início de outono :) Para isso tive apenas de me deslocar um kms e duas famílias ficaram com coisas "novas" que poderão usufruir sem gastar dinheiro nenhum.

e) Cultivar/plantar em casa
Com a exceção dos azevinhos, o meu jardim tem essencialmente árvores de fruto. É com grande prazer que comemos as frutas da época e que tão bem nos sabem em comparação com o sabor das de compra. Este ano voltei a plantar morangos e os poucos que conseguimos comer sabem melhor que quaisquer outros. Para este outono, tenho em mente, colocar pelo menos mais uma árvore de fruto e esperar que as mais bebézinhas comecem a dar frutos. É ótimo ver crescer algo que fomos nós que plantamos.
Sempre que posso, levo legumes fresquinhos do plantio dos familiares ou amigos e quando tenho oportunidade compro localmente, o que nos leva ao ponto seguinte.
Os meus morangos!

 f) Comprar localmente
No meu trabalho há uma pequena empresa de produtos biológicos que vende cabazes de fruta e legumes da época. Como são biológicos e são criados em estufas vão estando disponíveis com alguma variedade e com elevada qualidade. Sempre que disponíveis trago também dos meus avós e dos meus sogros e come-se o que é da época. Haja imaginação para andar por vezes semanas a comer os mesmos legumes, mas cozinhados de formas diferentes!



Este foi um dos sumos "verdes" de uma saga de um mês em que bebemos todos dia um copo carregadinho de oligonutrientes.


O talho cá da rua tem recebido mais visitas e a carne além de ser de melhor qualidade, é mais fresca porque sei quando a recebem! E vem cortada e preparada conforme o fim que lhe quero dar. Tenho conversado mais com as pessoas da rua e tenho mais consciência do que é viver em comunidade.
E os meus cães têm recebido ossos grandes para roer. Tem andado felizes com os presentes mais regulares e os seus dentes têm andado mais saudáveis :)
Estes dias descobri ainda que há um produtor de cogumelos biológicos que os vende cá mesmo na terrinha. Fantástico, não é?

g) Cozinhar mais e comprar menos mas de melhor qualidade
Uma remessa de iogurtes que sai da bimby ou uma fornada de bolachinhas caseiras enche a casa de coisas boas e sem conservantes articifiais e a quantidade de plástico que poupamos ao ambiente é inegável! Pena que fazer tudo em casa seja demasiadamente avassalador para a maioria das famílias. De qualquer forma reservar um dia por semana para preparar alguns dos lanches ou refeições principais tem sido uma coisa que me tem dado prazer fazer.
O meu ricota "fingido" - receita aqui
A minha irmã deu-me na semana passada uma receita de iogurtes com gelatina e é já a segunda semana em que não comprarmos iogurtes. Exceção feita para a pequena que prefere os normais.
Uma sopa de feijão verde caseiro dá para levar na marmita nos dias em que almoço fora e serve para complementar os almoços ou jantares da semana.
Hoje, excecionalmente, dediquei-me à confessão de manteiga e com excelente resultado, diga-se ;) Ficou ótima! Mas fazer pão, iogurtes, barritas de sementes, purés de fruta, bolachas, compotas, queijo, nectares, todas as semanas é algo que é impensável, pelo que comprar melhor é algo que tem de ser ponderado. Se por um lado o fator preço é importante, nos últimos meses tenho-me visto mais empanhada em comprar melhor, em comprar biológico, em comprar sem tantos conservantes, sem corantes e sem edulcorantes.

 Uma aposta nossa foi em ter sempre disponíveis frutos secos para os snacks (nunca mais de 6 por dia). Comprei 1kg de castanhas de caju por 15€. É caro? Muito! Mas prefiro comer algo com minerais e gorduras saudáveis do que comer aquelas bolachas de chocolate que adoro, mas que fazem mal!
 h) "Marmitar"
Este ano, dois dias por semana almoço no trabalho e confesso que são os dois dias em melhor me alimento. E porquê? Porque são programados com antecedência. Sopa + prato principal + fruta. Os pratos principais são sempre muito simples que podem variar entre as sobras do jantar de véspera ou simplesmente uma salada de vegetais com quinoa ou de couscous, por exemplo.
Outra coisa que teve grande impacto na minha alimentação foi o facto de ter comprado uma lancheira :) Gastei meia dúzia de euros nela e passei a alimentar-me bem melhor. Assim, em vez de ir ao bar comer um pãozinho com isto ou aquilo, como o meu iogurte natural com muesli ou granola ou com fruta já partidinha que trouxe de casa ou então os cereais puff e sementes com o puré de fruta caseiro. Estes têm sido os maus lanches habituais aos quais por vezes junto um chá quentinho do bar.


i) Abolir/reduzir os descartáveis

 Só em ocasiões muito especiais é que uso os descartáveis. Há uma exceção anual, o aniversário da miúda que por ser para muita gente e com entradas, comida volante e sobremesas muito variadas não dá mesmo para ser servido sentado. Para estas ocasiões tenho optado por uma solução tão gira quanto ecológica. Encontrei packs de pratos e talheres de madeira bem fininha, diz que são de bambu. São giros porque a cor da madeira natural vai bem com tudo!!! Com uns guardanapos giros e copos de papel coloridos fica o cenário completo. O melhor? Tanto os copos, como os talheres, como os guardanapos vão para o compostor e voltam ao solo de onde vieram e onde voltarão a dar vida às novas plantações que farei no meu jardim :D
A imagem não é das melhores, mas é de um dos aniversérios. Em cima à esquerda vêm-se os pratos e talheres que falo.

E tudo me leva à grande aquisição deste verão! O meu tão desejado compostor :)

Se o meu 1º grande objetivo é reduzir o plástico, o segundo é reduzir/eliminar os resíduos orgânicos de minha casa.

 2º) Decompor

Tentei por todas as vias comprar um compostor em segunda-mão. Era mesmo algo que qeuria fazer. Meti na cabeça que era o que fazia sentido nesta demanda do zero waste. Durante meses procurei, pesquisei, verifiquei como poderia comprar ou obter um, mas tive que desistir... essencialmente porque a deslocação para o ir buscar seria mais cara do que a própria compra de um novo.
Encontrei um à venda numa grande superfície por cerca de 30€. Veio comigo e até hoje dou-lhe mais uso que alguns eletrodomésticos cá de casa!

Ainda não tive tempo de o fotografar, mas a seu tempo poderei fazer um post sobre o que costumo decompor e como o faço e como tenho usado o composto.

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Desafio 31 dias

Consciente de que um hábito para que seja realmente incorporado na nossa rotina diária, tem de ser repetido de forma persistente pelo menos 30 dias, delineei um plano para mim própria no meu mês de férias. 
 
Desde o inverno para cá tenho realizado, ainda que, pouco consistentemente algumas atividades físicas como pequenas corridas e alguns planos de exercícios, mas como estou constantemente a recomeçar, torna-se extenuante e desmotivador... De uma corrida para outra passavam-se tantos dias que não dava oportunidade ao meu corpo de melhorar e sentir que o treino anterior melhorava efetivamente o meu desempenho. 

Tinha de fazer qualquer coisa quanto a isto! Uma citação de Jonh Wooden, treinador de basquetebol, que li num livro que encontrei na casa onde passamos uns dias de férias ficou-me retida na memória:

"Se falha em planear, planeie falhar"

Pensei como isto fazia tanto sentido e como tem sido o reflexo de tanta coisa na minha vida!

Como tenho quase um mês de férias seguido, seria a altura ideal para começar, sem falhas e principalmente sem desculpas.

Sem querer parecer o mais recente membro dos alcoólicos anónimos, posso, com orgulho, dizer que estou há 12 dias consecutivos a realizar exercícios de manutenção :)

Se o vou fazer indefinidamente? Não, não vou. Apenas quero que seja efetivamente um hábito que se enraíze e que o consiga manter durante todo o ano de forma consistente pelo menos 3 vezes por semana. É esse o meu objetivo.

O meu braço direito, foi o meu personal trainner, como gosto de chamar ao meu marido que tomou as rédeas e fez as decisões do que eu tinha de fazer. O que mais me custa nisto de fazer exercício é decidir o que fazer. Para mim é penoso e desgastante... quase tanto como o próprio exercício em si.

Para fazer isto a sério, no dia 1... :
  •  Pesei-me de manhã, registando o peso total, a % de gordura, % osso, % músculo e a % de água (ainda que esta última seja muito variável);
  •  Usei a fita métrica para tirar medidas a várias partes do corpo;
  •  Fotografei a barriga, o rabo e as pernas. 
Do dia 1 ao dia 12, variei o tipo de exercícios que fiz, assim como o nível de intensidade. Fiz treinos de 5 minutos muito intensos e outros de 40 minutos mais moderados, fiz repetições de 30 seg em várias séries (tabata) para trabalhar vários segmentos musculares, fiz ioga, fiz corridas e caminhadas, usei alteres, TRX, ...

Mas logo por volta do 3º ou 4º dia cometi um erro de principiante. Exagerei e fiz uma pequena lesão de esforço. Pensei que seria o fim do meu desafio... Levantei a cabeça e fiz trinos adaptados de modo a não interferir com o tornozelo magoado e já estou quase recomposta.

Hoje, dia 12 do plano, iniciei um plano de 4 semanas, da Nike trainning Club. (Sim, vou ultrapassar os 31 dias, mas provavelmente já não com treinos diários).
Optei pelo plano "Massa Corporal" e quando quero fazer o exercício basta-me carregar no botão play ;)

Quem tem um smartphone e vontade de espreitar a aplicação, é só clicar abaixo.

sexta-feira, 13 de maio de 2016

Massa fresca

Uns dias passados em Itália fizeram-se finalmente decidir comprar uma máquina de esticar massa que estava nos meus planos há já vários meses.

Vim de Milão cheia de boas experiências gastronómicas e cheia de vontade de pôr a mão na massa... ehehehe


Logo no dia em que a comprei, experimentei fazer massa para rechear e consegui fazer massa fina e deliciosa, sem qualquer dificuldade... Sempre imaginei que fosse difícil e inconveniente e moroso e chato, e..., no entanto, preparei-a em poucos minutos e sem complicações!!!

Vou usar a máquina muitas vezes, parece-me.

Não tinha nada pensado para o recheio, por isso decidi improvisar com o que havia no frigorífico: sobras de frango do almoço, queijo mozzarela e tomate.


Podem ver a receita aqui.



segunda-feira, 9 de maio de 2016

O meu marido é sonambulo.



Imagem daqui
Sim, é! Já o sabia e já tinha presenciado noutras ocasiões, mas esta vez foi especial...
Ele acordou-me para conversar comigo.

Tocou-me no ombro várias vezes até eu acordar e depois começou a falar e a gesticular.
É claro que puxei por ele e respondeu sempre ao que lhe perguntei, mas não estaria a falar comigo nesse sonho... Tratou-me sempre no masculino. Devia de estar a falar com um homem... LOL

Não cheguei a perceber bem, mas parece-me que estava num evento desportivo e até estava a ser filmado... hihihihi

Durante a noite não achei muita graça, porque tive dificuldade em voltar a adormecer, com receio dele se levantar e sair de casa, sei lá!!!

Mas de manhã quando lhe contei, ri-me a valer.


quinta-feira, 5 de maio de 2016

O 4º aniversário!!!

O aniversário dela este ano à semelhança de todos os outros teve chuva.
Hoje acordei com a chuva a bater de mansinho na janela e lembrei-me de partilhar convosco um pouco deste dia.


O bolo, pela primeira vez, foi feito por nós. É a receita preferida do marido (podem vê-la aqui), com um recheio de baunilha que experimentámos e que ficou ótimo e a girafa era um brinquedo dela e que acabou por ser a protagonista. Não foi nada de elaborado, portanto, nem requintado, mas fez todo o sentido, já que ela anda apaixonada por este livro.


Pensei num naked cake e como não queria correr o risco de na última hora ter de ir à pastelaria da esquina buscar um qualquer, experimentei umas semanas antes e repeti no dia.

Apercebi-me que o bolo do dia só foi fotografado na altura da festa. Ainda bem que fotografei a experiência da semana anterior!




O aniversário dela não teve nenhum tema, nem foi alusivo a nenhuma personagem, apenas foi eleita uma cor, o vermelho cereja. Para fugir ao cor-de-rosa dos anos anteriores, apostei no vermelho e apesar de não ser a minha cor, combina muito bem com a personalidade dela!







quarta-feira, 27 de abril de 2016

#youzzlipikar - a minha experiência


Há alguns anos para cá, a minha pele sempre saudável até então, sofreu algumas alterações. Ficou mais seca e propensa a algumas reações, nomeadamente uma urticária ligeira a moderada conforme as ocasiões, piorando com as mudanças de temperatura e o stress.
Descobri que tinha dermografismo e desde então comecei a ter mais atenção aos cremes e até champôs que usava, porque comecei a ficar com o couro cabeludo vermelho e inchado, alargando-se progressivamente ao resto do corpo...
Mudei de champô, de gel de banho e de creme de corpo, passando a usar cremes sem perfume e gel de banho sem parabenos, mas de vez em quando ainda sinto comichão e vermelhidão. Nada a fazer a não ser ir controlando os sintomas.



A gama LIPIKAR da La Roche Posay foi experimentada com muita expectativa e não desiludiu! Pelo contrário...Experimentei eu e experimentou a filhota agora com 4 anos e que não tem qualquer problema de pele.

Comecei por experimentar o creme LIPIKAR BAUME AP+, que é um bálsamo reparador especialmente concebido para a pele com tendência atópica, muito seca, com desconfortos cutâneos e sujeita a prurido, provocado pelo acto de coçar. 

Não deixei de ter comichão, nem deixei de ficar com a pele empolada onde me cocei, mas senti que a pele se manteve hidratada por mais tempo, livrando-me daquele desconforto caracterísco após algumas horas da hidratação corporal. No entanto, o que mais me surpreendeu foi a capacidade hidratante do creme em si, sem ficar toda pegajosa e a colar, como aquela sensação que ninguém gosta num creme "gordo".
O creme, sem perfume, tem uma textura densa, mas fluída o suficiente para ter uma aplicação agradável e não gordurosa. Perfeito!!!

Quanto ao LIPIKAR ÓLEO LAVANTE, temo-lo usado de duas formas diferentes.


Eu uso essencialmente após o duche. É perfeito para o dia-a-dia, pois coloca-se no final do banho com o corpo ainda molhado. Enquanto consumidora assídua de óleos, gosto particularmente deste pela facilidade com que se espalha uniformemente pelo corpo e pela sensação prolongada de conforto ao longo do dia.

Na minha filha também o uso desta forma quando toma duche e temos mais pressa  não dá para colocar o creme, mas é mais habitual que ela tome banho de imersão. Aí misturo uma tampinha ou duas na água da banheira e lavo-a como habitualmente. 


Era assim que costumava fazer quando ela era recém-nascida, mas aos poucos deixei de ter esse cuidado. O óleo protege a barreira cutânea e previne a desidratação provocada pelo gel de banho e champô. No final aplico o creme LIPIKAR BAUME AP+ e ficamos as duas com pele de bebé.

Gostei muito de participar na campanha da La Roche Posay com a grama LIPIKAR e tenciono continuar a usar já que estou encantada com os resultados que vejo na nossa pele.

Sinceramente pensei que ia fazer-me falta o cheirinho do creme, dada a falta de perfume na sua fórmula, mas até isso me impressionou. Espantosamente a minha filha ainda cheira a bebé e não há melhor perfume que esse, sem máscaras nem camuflagens!!! :)

terça-feira, 26 de abril de 2016

Balanço - primavera

Tenho andado com vontade de rabiscar aqui e ali. Coisas soltas. Palavras ou frases que soam bem. Vontades e desvontades. Rabiscar ou escrevinhar sobre tudo e sobre nada. Uma espécie de diário sem regras e sem dever. Gosto de o levar comigo quando vou ler o meu livro ou as minhas revistas ou blogs; quando vou sair vai comigo para o caso de me apetecer apontar qualquer coisa.

Inspirei-me aqui e saiu qualquer coisa como isto, para fazer o balanço do primeiro terço do ano...
Comecei a completar há uns dias e hoje termino.

A fazer limpezas (literais e mentais)
A cozinhar massas frescas.
A beber água com limão.
A ler "As gémeas do Gelo", dica da Dina.
A querer caminhar mais.
A ansiar sol e calor.
A tocar Ray Charles na playlist.
A brincar às cabeleireiras com ela.
A decidir o que levar para Milão. [agora que já voltei, estou a decidir a próxima viagem]
A desejar (só) mais um abraço.
A apreciar a cumplicidade pai-filha.
A esperar o fim da hibernação do Sonic [já acordou!!! ontem já o fui cumprimentar ao jardim]
A gostar de costurar.
A sonhar com as próximas mini-férias.
A adorar ver a complexificação dos diálogos com ela.
A reflectir sobre o que é realmente importante.
A considerar uma ida ao jardim zoológico.
A ver Anatomia de Grey (season 12)
A pensar como comemorar o nosso aniversário (já lá vai e foi ótimo).
A maravilhar-me com gravidezes alheias.
A precisar de acordar mais cedo.
A questionar um corte de cabelo radical.
A cheirar o cabelo dela.
A usar saias.
A seguir o crescimento do novo pessegueiro.
A reparar na azáfama das andorinhas no cimo da janela do meu quarto.
A saber ... esperar.
A admirar os meus morangueiros.
A organizar todas as roupinhas pequeninas que deixaram de servir.
A comprar roupas maiores.
A preparar um chá quentinho para rematar o final da noite.
A marcar um encontro com as amigas.
A não gostar de ver o noticiários.
A abrir um vinho só para dois, só porque sim.
A gargalhar pouco, mas a sorrir muito.
A sentir vontade de viver!
A cobiçar mais árvores de fruto para o jardim.
A petiscar bolachas, sempre as bolachas...
A ajudar a bailarina a ser mais autónoma. [até para serem autónomos precisam de ajuda].
A ouvir o meu coração.


Será que inspirei alguém a fazer o mesmo? 


sábado, 23 de abril de 2016

A cama da bailarina

Estava prometido um post sobre a cama nova da bailarina, mas com as chuvas incessantes tive pouca vontade de andar a fotografar... O fim da tarde de hoje com a vista do pôr-do-sol à janela foi o dia escolhido para vos mostrar o resultado final. Bem... final não será, mas já explico.


 Quando nos mudamos para o Algarve, a bailarina começou a dormir numa cama de solteiro, mas quando vinhamos cá ao norte ainda dormia na cama de grades. No Verão, já com 3 anos feitos, decidimos que seria melhor passá-la para uma cama maior, ainda que se sentisse confortável a dormir na cama de grades.


 Durante umas semanas dormiu na cama de solteiro que temos no quarto de hóspedes. Essa é a minha cama de solteira, tem valor sentimental e os planos seriam pintá-la de branco para ficar de acordo com os outros móveis do quarto, mas depois mudei de ideia e quis colocar antes uma cama de casal porque tive sempre medo que ela caísse...

Foi, então, quando veio cá ter uma cama de casal nova, branca e enorme. Tão enorme que o colchão era fora de medidas e o quarto pequeno ficou atafulhado até à porta. Pouco espaço ficava para circular e não, não era nada disso que tinha em mente...

A tal cama enorme ficou para os meus pais e ficamos novamente sem cama para a bailarina...


Foi quando eu me lembrei de procurar uma cama antiga para restaurar. Já o fizera várias vezes, mas nunca conseguira convencer o marido a investir em móveis antigos. Desta vez fui muito, muito insistente e lá acabou por me fazer a vontade.

Encontrei no OLX uma cama pretendente na minha zona de residência, mas precisava de muito trabalho. Vinha com uma camada enorme de cera que escondia a madeira em mau estado. Uma das traves laterais vinha rachada e com uma emenda mal amanhada, mas assim mesmo continuei enamorada pela cama, pela ideia do percurso que seria feito pelas nossas mãos e perspectivava o resultado final!


A pressa de terminar  projeto e a vontade de ver a cama no lugar, levaram-me adiar alguns pormenores que quero ainda ver completos neste verão. Tenciono mandar fazer umas laterais novas, para colocar umas ferragens que proporcionem mais estabilidade à cama. Assim acabaremos com o "chiar" característico de uma cama antiga. E quem sabe ainda faça um estofo para a cabeceira e para a peseira que continua com algumas imperfeições, uma vez que são em contraplacado folheado. A ideia inicial era essa, mas acabamos por gostar de a ver assim, pelo menos durante algum tempo...


 O pormenor que para nós fez a diferença nesta cama, são as medidas que ela tinha. É uma cama de casal, mas com as medidas antigas, o que a torna apenas um pouco mais larga que uma cama de solteiro, perfeita para uma menina e futura adolescente.

A mesinha de cabeceira, também antiga, mas de outro conjunto, foi igualmente restaurada e não destoou no quartinho.


 O roupeiro é de uma linha mais moderna, mas pintado de branco veio dar a arrumação necessária para uma menina já crescida. O roupeiro pequenino já não estava a conseguir cumprir o seu dever.


 O roupeiro, na altura feito à medida para o quarto que partilhei com a minha irmã, veio da arrecadação escura para a minha garagem onde foi remendado, lixado e pintado. 

Desta vez, eu e o meu marido deixámo-nos de frescuras e compramos uma máquina de pintar da Bosh que se viria a revelar o objeto perfeito para este tipo de projetos. Tivéssemos nós feito isso antes e teríamos poupado imensas horas e os resultados são surpreendentemente melhores que com rolos e pincéis.

E com móveis antigos e cheios de estórias para contar, como tanto gosto, consegui um quarto de menina crescida para a bailarina.

Se quiserem espreitar, falei aqui do roupeiro pequenino que restaurei na altura do nascimento da bailarina.

Vê também...

Related Posts with Thumbnails